31 de julho de 2025
cofres públicos

Operação investiga servidores por suspeita de fraude em contratos do São João no Recife

PC apura esquema de corrupção, fraude em licitações e lavagem de dinheiro que teria causado prejuízo de R$ 2,3 milhões

Por Redação
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Servidores públicos são investigados por fraude e corrupção em contratos de São João no Recife - Foto: PCPE/Divulgação

A Polícia Civil de Pernambuco deflagrou, nesta terça-feira (30), a Operação Initium para investigar um suposto esquema de fraude em licitações, corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo contratos de prestação de serviços para os festejos juninos no Recife.

Entre os investigados estão dois servidores da Fundação de Cultura Cidade do Recife (FCCR), suspeitos de favorecer uma empresa contratada para fornecer serviços de sonorização em eventos realizados entre 2023 e 2024. Segundo a polícia, o esquema pode ter causado um prejuízo de aproximadamente R$ 2,3 milhões aos cofres públicos.

Ao todo, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão nas cidades do Recife, Paulista, Altinho e Caruaru. A Justiça também determinou o bloqueio e sequestro de bens, a indisponibilidade de ativos financeiros e o afastamento dos servidores investigados de suas funções.

De acordo com as investigações, os servidores teriam recebido pagamentos irregulares para aprovar contratos com a empresa investigada. Conforme informou a Polícia Civil, um deles teria recebido cerca de R$ 10 mil, enquanto o outro teria recebido aproximadamente R$ 20 mil.

Ainda segundo os investigadores, a empresa apresentava propostas com preços artificialmente baixos para eliminar a concorrência nas licitações e, posteriormente, prestava serviços inferiores aos previstos nos contratos. O esquema também envolveria operadores financeiros responsáveis por repassar vantagens indevidas aos agentes públicos.

Durante o cumprimento dos mandados, policiais apreenderam cerca de R$ 20 mil em dinheiro, entre reais e euros, na residência de um dos investigados.

As investigações apontam ainda para movimentações financeiras entre empresas que deveriam concorrer entre si, o que pode indicar combinação prévia de propostas e divisão irregular do mercado.

Em nota, a Fundação de Cultura Cidade do Recife informou que mantém compromisso com a transparência e afirmou não ter identificado irregularidades na execução dos contratos. A instituição declarou que colaborou com as autoridades ao fornecer documentos solicitados no início das investigações e disse permanecer à disposição dos órgãos de controle para prestar novos esclarecimentos.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil de Pernambuco.