31 de julho de 2025
saúde

Casos de burnout crescem 823% em quatro anos no Brasil, aponta levantamento

Dados mostram aumento expressivo de afastamentos por transtornos mentais; especialistas defendem adoção de medidas

Por Redação
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burnout. - Foto: imagem ilustrativa

Os casos de síndrome de burnout cresceram 823% no Brasil entre 2021 e 2025, segundo dados do Ministério da Previdência Social. O levantamento aponta que os benefícios por incapacidade relacionados ao transtorno passaram de 823 registros em 2021 para 7.595 em 2025.

No mesmo período, os transtornos mentais de forma geral também avançaram e já representam uma das principais causas de afastamento do trabalho no país. Em 2025, foram concedidos 546.254 benefícios por incapacidade relacionados à saúde mental, o maior número já registrado.

O crescimento dos casos é associado a fatores como sobrecarga de trabalho, pressão por resultados, hiperconectividade, assédio moral, falta de reconhecimento e desequilíbrio entre vida pessoal e profissional, que têm impacto direto na saúde dos trabalhadores.

Especialistas e entidades da área destacam a importância de políticas estruturadas de prevenção e gestão de riscos psicossociais dentro das organizações. Entre as referências utilizadas está a norma internacional ISO 45003, que orienta empresas na identificação e controle de fatores que podem afetar a saúde mental no ambiente de trabalho.

A norma complementa a ISO 45001 e propõe uma abordagem preventiva, buscando identificar riscos antes que eles resultem em adoecimento, afastamentos ou queda de produtividade.

Além de contribuir para o bem-estar dos trabalhadores, a adoção dessas diretrizes também está relacionada à redução de afastamentos, melhoria do clima organizacional e aumento da eficiência das equipes.

No Brasil, a discussão ganha força diante das atualizações da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que ampliou a atenção aos riscos psicossociais dentro dos programas de gestão de segurança e saúde no trabalho.

Especialistas reforçam que a saúde mental no ambiente corporativo deixou de ser uma pauta secundária e passou a ocupar papel central na sustentabilidade das organizações e na proteção dos trabalhadores.