31 de julho de 2025
PERNAMBUCO

Raquel Lyra nega espionagem política e afirma: “Não sou dona da polícia”

Governadora afirma que Polícia Civil atua com autonomia e garante que sua gestão prestará esclarecimentos sobre investigação envolvendo denúncias de monitoramento político.

Por Paula Tabosa
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Raquel Lyra negou ter utilizado a Polícia Civil para monitorar adversários políticos e afirmou que a corporação atua com autonomia e dentro da legalidade. - Foto: Reprodução

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), negou as acusações de que teria utilizado a Polícia Civil para espionar adversários políticos ou promover perseguições durante o período eleitoral. A declaração foi dada em entrevista recente.

Durante a entrevista, Raquel afirmou que sempre atuou pelo fortalecimento das instituições e destacou sua trajetória como procuradora do Estado desde 2005. Segundo ela, a Polícia Civil atua com autonomia e compromisso com a legalidade.

A governadora também ressaltou os investimentos realizados na segurança pública, como a modernização das delegacias, aquisição de equipamentos, implantação de sistemas próprios de investigação, criação do Laboratório de Combate à Lavagem de Dinheiro, fortalecimento da Escola de Inteligência Policial e a realização de concurso público para reforçar o efetivo. “Não sou dona da polícia. Tenho certeza de que ela agiu dentro do estrito cumprimento do dever legal e dos protocolos de investigação”, afirmou.

Raquel disse ainda que sua gestão prestará todos os esclarecimentos necessários e reforçou que nunca utilizou a estrutura do Estado para perseguir qualquer pessoa.

As declarações foram dadas em meio à investigação envolvendo denúncias apresentadas pelo ex-prefeito do Recife e pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB). Em janeiro deste ano, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o trancamento de um procedimento investigatório conduzido pelo Ministério Público de Pernambuco e autorizou a Polícia Federal a apurar possíveis irregularidades relacionadas ao caso. Segundo João Campos, a investigação busca esclarecer se houve monitoramento ilegal e quem teria determinado a ação.