31 de julho de 2025
relacionamento era violento

Vítima que teve 90% do corpo queimado nunca denunciou agressões, diz delegada

Mulher atacada pelo ex-companheiro permanece internada em estado gravíssimo no Hospital Geral do Estado (HGE).

Por Redação
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Mulher atacada pelo ex-companheiro permanece internada em estado gravíssimo no Hospital Geral do Estado (HGE). - Foto: Reprodução

A mulher que teve cerca de 90% do corpo queimado após ser atacada pelo companheiro em Maceió nunca havia registrado um Boletim de Ocorrência ou solicitado medida protetiva de urgência. A informação foi confirmada nesta terça-feira (30) pela delegada Ana Luísa Nogueira, responsável pela investigação. Apesar da falta de registros oficiais, familiares relataram que a vítima vivia um relacionamento marcado por frequentes episódios de violência doméstica.

A delegada explicou que a ausência de denúncias anteriores impediu que o Estado adotasse medidas preventivas para afastar o agressor e proteger a vítima antes que a situação evoluísse para a violência extrema. A mulher permanece internada em estado gravíssimo no Hospital Geral do Estado (HGE).

De acordo com as investigações da Polícia Civil, o homem não aceitava o fim do relacionamento. Ele levou a companheira até um terreno baldio, onde jogou combustível e ateou fogo na vítima.

O suspeito acabou preso em flagrante após dar entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Tabuleiro do Martins. Ele buscou socorro médico para tratar queimaduras em uma das pernas, causadas pelo fogo durante o próprio ataque.

O caso está sob os cuidados da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher 2 (DEAM 2), que tem o prazo legal de 10 dias para concluir o inquérito. Devido à extrema brutalidade e às qualificadoras do crime, o investigado pode receber uma condenação de até 40 anos de reclusão.

"Esse caso acende um alerta para toda a sociedade. Em muitos episódios de violência doméstica, o agressor apresenta um comportamento diferente diante dos outros, mas, dentro de casa, pratica agressões. A polícia só consegue agir quando toma conhecimento dos fatos", ressaltou a delegada Ana Luísa Nogueira, que defende o rigor máximo da lei para o caso.

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