31 de julho de 2025
MUNDO

Comandante dos EUA visita o Líbano para discutir implementação de acordo que prevê desarmamento do Hezbollah

Militar se reuniu com autoridades libanesas para tratar da execução do pacto firmado entre Estados Unidos, Israel e Líbano

Por Redação
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Militar se reuniu com autoridades libanesas para tratar da execução do pacto firmado entre Estados Unidos, Israel e Líbano - Foto: Divulgação/Agência Nacional de Notícias do Líbano (NNA)

O comandante do Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), almirante Brad Cooper, realizou uma visita oficial ao Líbano na última sexta-feira (26) para discutir a implementação do acordo firmado entre Estados Unidos, Israel e o governo libanês, que prevê, entre outros pontos, o desarmamento do Hezbollah.

Durante a visita, Cooper se reuniu com o presidente do Líbano, Joseph Aoun, o comandante das Forças Armadas Libanesas, Rodolphe Haykal, e integrantes do alto comando militar do país.

Segundo comunicado divulgado pelo Centcom, o objetivo dos encontros foi discutir "o caminho a seguir na implementação" do acordo assinado na semana passada, em Washington.

Entre os principais pontos do pacto estão a desmilitarização de grupos armados que atuam no território libanês, incluindo o Hezbollah, a retirada das tropas das Forças de Defesa de Israel (FDI) do sul do Líbano e a retomada do controle da região pelas forças de segurança do Estado libanês.

O acordo também prevê a participação ativa dos Estados Unidos e de aliados internacionais, especialmente países árabes, no acompanhamento das medidas previstas.

Apesar disso, ainda não foram detalhadas quais serão as ações práticas dos norte-americanos durante o processo de implementação.

O Hezbollah rejeitou o acordo firmado entre os governos e afirmou que não participou das negociações, posicionando-se também contra qualquer iniciativa de desarmamento.

Durante o encontro com Brad Cooper, o presidente libanês, Joseph Aoun, reafirmou o compromisso do governo em cumprir o acordo e ampliar a presença das forças armadas nacionais até a fronteira sul reconhecida internacionalmente, região onde atualmente atuam tanto o Hezbollah quanto as forças israelenses.