31 de julho de 2025
BRASIL

Greve dos rodoviários no Rio de Janeiro começa nesta segunda-feira (29) e afeta ônibus municipais

Paralisação por tempo indeterminado foi iniciada após impasse nas negociações salariais; categoria reivindica reajuste, melhores benefícios e mudança na jornada de trabalho

Por Redação
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Rodoviários iniciaram greve por tempo indeterminado no Rio de Janeiro após impasse nas negociações salariais. - Foto: Arquivo/Agência Brasil

Os motoristas de ônibus municipais do Rio de Janeiro iniciaram uma greve por tempo indeterminado nesta segunda-feira (29), após decisão aprovada em assembleia realizada pelo Sindicato dos Rodoviários no domingo (28). A categoria reivindica reajuste salarial, ampliação dos benefícios e melhorias nas condições de trabalho.

Entre as principais exigências estão piso salarial de R$ 4 mil para motoristas, salário de R$ 5 mil para os condutores de ônibus articulados, reajuste de 17% para toda a categoria, vale-alimentação de R$ 1 mil, implantação de plano de saúde e odontológico e o fim da escala 6x1, com adoção da jornada 5x2. Os trabalhadores também cobram o encerramento dos contratos temporários da Mobi-Rio, defendendo que as contratações sejam realizadas pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

A paralisação foi confirmada após o sindicato rejeitar a proposta apresentada pelo Rio Ônibus durante as negociações salariais.

Apesar da greve, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinou que pelo menos 50% da frota de ônibus municipais permaneça em circulação durante o movimento. Em caso de descumprimento da decisão, o sindicato poderá ser multado em R$ 50 mil por dia.

Já o sistema BRT deverá operar normalmente. Em nota, a Mobi-Rio informou que manterá o plano operacional previsto para dias úteis, garantindo o atendimento aos mais de 630 mil passageiros transportados diariamente.

O Rio Ônibus informou que as negociações com o Sindicato dos Rodoviários continuam abertas. A Prefeitura do Rio de Janeiro afirmou que acompanha a situação e já solicitou à Justiça a ampliação do percentual mínimo da frota em circulação para reduzir os impactos provocados pela greve aos usuários do transporte público.

Principais reivindicações da categoria:

  • Piso salarial de R$ 4 mil para motoristas;
  • Salário de R$ 5 mil para condutores de ônibus articulados;
  • Reajuste salarial de 17%;
  • Vale-alimentação de R$ 1 mil;
  • Plano de saúde e odontológico;
  • Substituição da jornada 6x1 pela escala 5x2;
  • Contratação dos funcionários da Mobi-Rio pelo regime CLT.