Boletim aponta picos de pressão alta e sonolência em Bolsonaro durante prisão domiciliar
Relatório enviado ao STF informa que ex-presidente também apresenta sequelas de pneumonia e aguarda decisão sobre possível prorrogação da medida
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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou picos de pressão alta, sonolência diurna e alterações pulmonares residuais decorrentes de uma pneumonia diagnosticada em março deste ano, segundo boletim médico encaminhado nesta sexta-feira (26) ao Supremo Tribunal Federal (STF).
O relatório, assinado pelo cardiologista Brasil Ramos Caiado, integra a documentação médica enviada semanalmente ao ministro Alexandre de Moraes, responsável pelo acompanhamento da execução penal que mantém Bolsonaro em prisão domiciliar por motivos de saúde.
De acordo com o documento, foi necessário administrar doses extras de medicamentos para controlar episódios de hipertensão moderada registrados nos últimos dias. A equipe médica informou ainda que manteve o tratamento para os soluços persistentes, mas destacou que os remédios têm provocado efeitos colaterais como sonolência durante o dia e desequilíbrio físico.
O boletim também aponta que o ex-presidente ainda apresenta alterações na base do pulmão esquerdo, consideradas sequelas da pneumonia diagnosticada em março. Segundo os médicos, a ausculta cardíaca permanece normal, mas o quadro pulmonar ainda inspira acompanhamento.
O novo relatório apresenta uma evolução menos favorável em comparação ao divulgado na semana anterior, quando a equipe médica havia registrado melhora na disposição física e redução dos episódios de soluço.
Prisão domiciliar segue sob análise
Bolsonaro permanece em prisão domiciliar concedida por razões médicas e aguarda uma decisão do ministro Alexandre de Moraes sobre a manutenção da medida. O prazo inicialmente estabelecido terminou na quinta-feira (25), e a possibilidade de prorrogação vem sendo analisada pelo STF.
A avaliação da Corte passou a considerar também a apreensão de uma arma de fogo com um dos seguranças do ex-presidente durante uma blitz, fato que levou o Supremo a acompanhar o caso com maior atenção.
A Procuradoria-Geral da República (PGR), no entanto, manifestou entendimento de que o episódio, por si só, não caracteriza descumprimento das condições impostas a Bolsonaro. O procurador-geral Paulo Gonet defendeu que a decisão sobre a continuidade da prisão domiciliar deve aguardar a conclusão das investigações relacionadas à apreensão da arma.