31 de julho de 2025
ELEIÇÕES 2026

TSE vira palco de guerra de ações judiciais entre PT e PL nas redes sociais

Campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro somam cerca de 120 representações na Corte Eleitoral; ministra Estela Aranha já determinou remoção de conteúdos de ambos os lados

Por Redação
Publicado em
TSE recebe cerca de 120 representações de PT e PL por publicações nas redes sociais na pré-campanha de 2026. - Foto: Luiz Roberto/Secom/TSE

A corrida presidencial de 2026 já acumula dezenas de disputas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Levantamentos de PT e PL apontam que as campanhas somam quase 120 ações e representações envolvendo publicações nas redes sociais, movidas entre fevereiro e junho deste ano.

O PT contabiliza cerca de 60 medidas adotadas entre fevereiro e 18 de junho. O balanço reúne representações, pedidos de direito de resposta, notícias-crime e ofícios encaminhados às plataformas digitais. A maior parte das ações mira Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o partido, parlamentares aliados e perfis nas redes sociais. Os principais alvos são publicações produzidas com inteligência artificial, impulsionamento irregular e propaganda eleitoral antecipada, além de conteúdos que relacionam o presidente Lula ao PCC, ao Comando Vermelho, ao Banco Master e à fraude no INSS.

Já o PL apresentou cerca de 58 representações contra Lula, o PT e aliados. As ações também têm como foco conteúdos publicados nas redes sociais e pedidos de remoção de publicações consideradas irregulares.

O movimento ganhou novo impulso com decisões da ministra Estela Aranha, integrante do colegiado do TSE responsável por analisar as ações de propaganda eleitoral da disputa presidencial. Em liminares recentes, a ministra determinou aos dois partidos a retirada de conteúdos que associavam Flávio e Lula ao crime organizado.

As decisões reforçam o entendimento da Corte de que acusações sem respaldo em fatos concretos podem configurar propaganda eleitoral antecipada negativa.

Nos núcleos jurídicos das campanhas, a avaliação é que essa judicialização tende a crescer até o início da campanha oficial, em meados de agosto. Nas duas siglas, a atuação passou a ser praticamente em tempo real, com o objetivo de retirar publicações do ar e estabelecer limites para a estratégia digital dos adversários.