31 de julho de 2025
POLÍTICA

Lula oficializa Teresa Leitão como nova líder do governo no Senado

Senadora pernambucana assume o posto após a saída de Jaques Wagner e terá como prioridade articular a aprovação da PEC da Segurança Pública e da proposta que extingue a escala 6x1

Por Redação
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Lula oficializa Teresa Leitão como nova líder do governo no Senado - Foto: Carlos Moura/Agência Senado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oficializou, nesta quinta-feira (25), a senadora Teresa Leitão (PT-PE) como nova líder do governo no Senado. A nomeação foi publicada no Diário Oficial da União, confirmando a decisão anunciada pelo Palácio do Planalto ao longo do dia.

Teresa Leitão substitui o senador Jaques Wagner (PT-BA), que deixou a liderança após ser alvo, na semana passada, de uma operação da Polícia Federal relacionada às investigações sobre o Banco Master. A escolha da parlamentar foi definida após uma conversa entre Lula e a senadora na manhã desta quinta.

Ao anunciar a nova líder, o presidente destacou que uma das principais missões da petista será reforçar a articulação política para destravar propostas prioritárias do governo no Senado, entre elas a PEC da Segurança Pública, parada na Casa desde março, e a proposta de emenda à Constituição que prevê o fim da escala de trabalho 6x1.

Em publicação nas redes sociais, Teresa afirmou que atuará para fortalecer o diálogo entre o Palácio do Planalto, a base aliada e o Congresso Nacional.

"Atuarei para fortalecer a articulação entre o Palácio do Planalto, a base aliada e os parlamentares, especialmente os líderes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, contribuindo para a construção de consensos e para o avanço das pautas de interesse do governo e do povo brasileiro, como o fim da escala 6x1, a PEC da Segurança Pública e outras medidas voltadas ao desenvolvimento do país, à justiça social e à melhoria da qualidade de vida da população", escreveu.

Até então líder do PT no Senado, Teresa Leitão é considerada uma parlamentar com bom trânsito entre governistas e integrantes da oposição. Em seu primeiro mandato na Casa, ela ainda tem quatro anos pela frente e não disputará as eleições deste ano, condição que, segundo aliados, permitirá dedicação integral à função de liderança do governo.