31 de julho de 2025
JUSTIÇA

Caso Gritzbach volta à estaca zero e novo júri só acontecerá em 2027

Julgamento dos PMs acusados de executar o delator do PCC foi anulado após crise entre defesa e acusação; depoimentos terão de ser refeitos

Por Redação
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Caso Gritzbach volta à estaca zero e novo júri só acontecerá em 2027 - Foto: Polícia Civil

O julgamento dos três policiais militares acusados de participação na execução do empresário Vinícius Gritzbach foi anulado e terá de começar novamente apenas em fevereiro de 2027. A decisão representa um novo capítulo em um dos casos criminais de maior repercussão do país nos últimos anos.

A nova sessão foi marcada para ocorrer entre os dias 22 e 27 de fevereiro de 2027, após o júri iniciado nesta semana ser interrompido por um impasse entre defesa e acusação.

A crise ocorreu depois que os advogados dos réus deixaram o plenário durante o julgamento. Com isso, o conselho de sentença foi dissolvido e todos os atos processuais realizados até então perderam validade, obrigando a Justiça a reiniciar o julgamento do zero.

Antes da anulação, sete testemunhas de acusação já haviam sido ouvidas. A previsão era que o júri durasse cinco dias e reunisse 21 testemunhas.

Respondem ao processo o tenente Fernando Genauro da Silva, o cabo Denis Antônio Martins e o soldado Ruan Silva Rodrigues. Os três seguem presos preventivamente.

O caso apura a execução de Vinícius Gritzbach, morto a tiros em 8 de novembro de 2024, no Terminal 2 do Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo.

Na época do crime, Gritzbach era investigado por homicídio e apontado pelas autoridades como integrante do esquema financeiro do Primeiro Comando da Capital (PCC). Meses antes de ser assassinado, ele havia firmado um acordo de colaboração com o Ministério Público, comprometendo-se a fornecer informações sobre integrantes da facção e supostos esquemas de corrupção envolvendo agentes públicos.

Além da morte do empresário, os policiais também são acusados de envolvimento na morte do motorista de aplicativo Celso Novais, atingido durante o atentado, e pelos ferimentos causados a outras duas pessoas que estavam no local.

Com a anulação do júri, todas as testemunhas já ouvidas deverão prestar depoimento novamente quando o caso voltar ao Tribunal do Júri. O adiamento prolonga a expectativa por uma definição judicial em um processo que mobiliza autoridades e acompanha uma das mais explosivas investigações sobre o crime organizado no país.