Família de estudante morta em rope jump em Limeira (SP) divulga nota cobrando punição rigorosa
A família ressaltou que confia nos trabalhos das autoridades e espera que a resolução do caso sirva de precedente para fiscalizar a prática do esporte
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Uma semana após a tragédia que resultou na morte da estudante Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, a família da jovem veio à público. Em nota de pesar e indignação divulgada no sábado (20), os familiares classificaram o episódio como "inaceitável" e cobraram punição rigorosa para os responsáveis. Duda, como era conhecida, morreu no dia 13 de junho após saltar de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo, sem estar conectada a nenhum cabo de segurança.
No comunicado enviado à imprensa local, os parentes destacaram a personalidade alegre de Maria Eduarda e os planos que foram interrompidos. A jovem tinha formação em Nutrição Esportiva, cursava Educação Física, trabalhava em uma academia e planejava construir uma família ao lado do namorado.
"O crime ocorrido com a nossa Duda (...) ao ser lançada sem estar devidamente conectada aos equipamentos de segurança é inaceitável (...). Este fato causa-nos uma profunda angústia e indignação. A Família Rodrigues, acompanhada por sua assessoria jurídica, busca por justiça", diz um trecho do documento.
A família ressaltou que confia nos trabalhos das autoridades e espera que a resolução do caso sirva de precedente para fiscalizar a prática do esporte, evitando que novas vidas sejam ceifadas.
Seis envolvidos já estão presos
As investigações conduzidas pela Polícia Civil de São Paulo avançaram nos últimos dias e resultaram na prisão de mais três suspeitos — uma mulher e dois homens —, cujas identidades ainda são mantidas em sigilo.
Com os novos mandados cumpridos, o número de detidos pelo caso subiu para seis. Na última terça-feira (16), os três primeiros instrutores diretamente ligados ao salto, Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves, tiveram as prisões preventivas decretadas e foram transferidos para o Centro de Detenção Provisória (CDP) II de Guarulhos.
De acordo com o inquérito policial, o protocolo técnico do esporte exigia que a jovem estivesse presa a duas cordas de segurança distintas. Contudo, no momento do salto, nenhuma delas havia sido conectada ao corpo da estudante, que despencou de uma altura estimada em 40 metros.