31 de julho de 2025
TEMPO

Inverno começa com onda de frio intensa, chuva e chance de neve em regiões do Brasil

Nova estação chega acompanhada da massa de ar polar mais forte do ano, com previsão de geada, temperaturas negativas e temporais em diversas regiões

Por Redação
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Massa de ar polar provoca queda acentuada das temperaturas e pode trazer neve para áreas serranas do Sul do país. - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O inverno de 2026 começou oficialmente às 5h24 deste domingo (21) e já traz uma mudança significativa no clima em grande parte do Brasil. Segundo previsões meteorológicas, a primeira semana da estação será marcada pela atuação da massa de ar polar mais intensa registrada no país neste ano, provocando queda acentuada das temperaturas, chuva volumosa e até possibilidade de neve nas áreas mais elevadas da Região Sul.

De acordo com os meteorologistas, a nova massa de ar frio deve avançar sobre o território nacional entre os dias 22 e 26 de junho, influenciando estados das regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e parte do Norte. A expectativa é que o núcleo mais intenso do sistema passe sobre o Sul do país entre os dias 24 e 26, provocando temperaturas muito abaixo da média para o período.

A combinação entre a frente fria e a massa de ar polar deve provocar uma onda de frio de grande abrangência. Em diversas localidades, os termômetros poderão registrar temperaturas mais de 4°C abaixo da média histórica de junho, condição que caracteriza oficialmente o fenômeno.

Possibilidade de neve e geada

Entre os destaques da previsão está a possibilidade de ocorrência de neve nas áreas mais altas das serras do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina entre os dias 22 e 23 de junho. Embora o fenômeno dependa de condições atmosféricas específicas, os modelos meteorológicos indicam um cenário favorável para a formação de precipitação invernal.

Além disso, temperaturas negativas são esperadas em várias cidades da Região Sul. O frio intenso também poderá atingir áreas do interior de São Paulo e do Mato Grosso do Sul, onde os termômetros podem se aproximar ou ficar abaixo de 0°C.

A previsão aponta ainda para geadas amplas e de moderada a forte intensidade nos três estados do Sul. Há possibilidade de formação de geada também em municípios paulistas e sul-mato-grossenses.

Chuva avança pelo país

A chegada da frente fria também provocará um novo período de instabilidade em diversas regiões brasileiras. O maior volume de chuva deve ocorrer inicialmente nos estados do Sul, especialmente no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, onde há previsão de temporais e acumulados expressivos.

No decorrer da semana, o sistema avança em direção ao Sudeste e ao Centro-Oeste, aumentando as condições para pancadas de chuva em São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Entre os dias 23 e 24 de junho, a frente fria deve ampliar ainda mais sua área de atuação, alcançando parte do interior do país e provocando chuvas acompanhadas de raios e ventos fortes em algumas localidades.

Frio chega ao Sudeste e Centro-Oeste

O avanço da massa polar não ficará restrito ao Sul. A previsão indica que cidades do interior paulista, do sul de Goiás, do Triângulo Mineiro, da Zona da Mata Mineira e do centro-sul do Rio de Janeiro poderão registrar temperaturas abaixo dos 10°C.

No Centro-Oeste, o frio também será sentido principalmente em Mato Grosso do Sul, enquanto Goiás e Distrito Federal devem manter o padrão típico de inverno, com tempo seco e baixa umidade relativa do ar.

Nordeste e Norte

No Nordeste, as chuvas devem continuar concentradas na faixa litorânea entre Alagoas e Pernambuco, favorecidas pela circulação de ventos úmidos vindos do oceano. Já o interior da região segue sob influência do ar seco.

Na Região Norte, as pancadas continuam ocorrendo principalmente durante a tarde em áreas do Amazonas, Pará, Amapá e Roraima, sem influência direta da massa polar na maior parte dos estados.

Meteorologistas alertam que esta poderá ser uma das ondas de frio mais intensas dos últimos anos, exigindo atenção especial de agricultores, motoristas e da população mais vulnerável às baixas temperaturas.