Falso médico preso em Goiás vendia curso de “Bumbum de Bilhões” por até R$ 13 mil
Suspeito foi preso na última semana durante uma operação da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor
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Um enfermeiro investigado por exercício ilegal da medicina e lesão corporal grave promovia cursos de estética que prometiam ensinar técnicas para aumentar os lucros dos profissionais da área. Segundo a Polícia Civil de Goiás (PCGO), Sebastião Rodrigues da Silva Júnior divulgava treinamentos como o “Bumbum de Bilhões”, com inscrições que chegavam a R$ 13 mil por participante.
O suspeito foi preso na última semana durante uma operação da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor (Decon), com apoio da Polícia Federal, enquanto tentava embarcar em Guarulhos (SP) para Foz do Iguaçu (PR).
De acordo com as investigações, Sebastião se apresentava como médico formado no exterior e realizava procedimentos estéticos em regiões como glúteos e seios. No entanto, a polícia afirma que ele não possui formação em medicina e que seu registro profissional como enfermeiro foi cassado em fevereiro de 2025.
Nas redes sociais, o investigado anunciava cursos voltados a profissionais da saúde e da estética, prometendo técnicas exclusivas e alta rentabilidade financeira. As capacitações eram divulgadas como “residências” na área estética e, segundo a PCGO, eram oferecidas sem autorização dos órgãos competentes.
As investigações também apontam que informações sobre sua verdadeira formação profissional eram omitidas dos materiais de divulgação e dos perfis utilizados para promover os procedimentos e treinamentos.
Além de atuar em Goiás, Sebastião mantinha uma clínica em Foz do Iguaçu, onde também ministrava cursos. Mesmo após a prisão, a publicidade de seus serviços continuava circulando nas redes sociais.
A Polícia Civil informou que a divulgação da identidade do investigado foi autorizada para estimular que possíveis vítimas e testemunhas procurem as autoridades e contribuam com o andamento das investigações.
A defesa de Sebastião Rodrigues da Silva Júnior não havia se manifestado sobre o caso até a publicação da reportagem.