31 de julho de 2025
BAHIA

PF faz buscas contra Jaques Wagner e empresário ligado ao Banco Master em nova fase da Operação Compliance Zero

Mandados foram autorizados pelo STF e apuram supostas irregularidades envolvendo instituições do sistema financeiro nacional

Por Redação
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Polícia Federal cumpre mandados contra investigados em nova fase da Operação Compliance Zero. - Foto: Arquivo/Agência Senado

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (18), a 9ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga um suposto esquema de irregularidades envolvendo instituições do sistema financeiro nacional. Entre os alvos da ação estão o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado Federal, e o empresário Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master.

Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), policiais federais cumprem 18 mandados de busca e apreensão nos estados da Bahia, São Paulo e no Distrito Federal. Além das buscas, foram autorizadas medidas cautelares como monitoramento eletrônico, suspensão de passaportes e proibição de contato entre os investigados.

Segundo a investigação, os fatos apurados podem configurar, em tese, os crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

Um dos pontos analisados pela Polícia Federal envolve a BK Financeira, empresa pertencente a Bonnie de Bonilha, nora de Jaques Wagner. Conforme revelado anteriormente pela imprensa nacional, a empresa teria recebido cerca de R$ 11 milhões do Banco Master desde 2021 para atuar na prospecção de operações de crédito consignado.

Bonnie é casada com Eduardo Sodré, secretário de Meio Ambiente da Bahia e enteado do senador. Em manifestações públicas anteriores, Jaques Wagner afirmou que nunca participou de negociações ou intermediações relacionadas à empresa e que os esclarecimentos cabem exclusivamente aos seus administradores.

Outro alvo da operação é o empresário Augusto Ferreira Lima, que já havia sido preso durante a primeira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em novembro de 2025. Ele também foi alvo de bloqueio de bens e de medidas determinadas pelo Banco Central, que decretou a liquidação extrajudicial de instituições financeiras ligadas ao grupo investigado.

As investigações apontam ainda que Augusto Lima responde a ações judiciais envolvendo suposta blindagem patrimonial e cobrança de valores milionários na Justiça paulista.

A Polícia Federal não divulgou detalhes sobre os elementos que motivaram os mandados desta nova fase da operação. O caso segue sob supervisão do Supremo Tribunal Federal, responsável pela autorização das medidas em razão do foro privilegiado de autoridades envolvidas.