31 de julho de 2025
BAHIA, SÃO PAULO E DF

Polícia Federal realiza nova fase da Operação Compliance Zero e cumpre mandados em três estados

Investigação apura possível envolvimento de agente público em esquema de corrupção e lavagem de dinheiro ligado ao sistema financeiro

Por Redação
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Polícia Federal cumpre 18 mandados em nova fase da Operação Compliance Zero. - Foto: Polícia Federal/Divulgação

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (18), a 9ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga um suposto esquema de irregularidades envolvendo instituições integrantes do sistema financeiro nacional e a possível participação de agente público nos fatos apurados.

Ao todo, estão sendo cumpridos 18 mandados de busca e apreensão nos estados da Bahia, São Paulo e no Distrito Federal. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Além das buscas, a operação também executa medidas cautelares determinadas pela Justiça, entre elas a proibição de contato entre os investigados e a suspensão de passaportes, com o objetivo de preservar as investigações e evitar interferências no andamento do processo.

De acordo com a Polícia Federal, os elementos reunidos até o momento apontam para a possível prática de crimes relacionados à corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Os investigadores buscam aprofundar a apuração sobre a atuação dos envolvidos e o fluxo financeiro das operações suspeitas.

A Operação Compliance Zero é um desdobramento de investigações iniciadas em fases anteriores, que analisam possíveis irregularidades em operações ligadas ao sistema financeiro nacional. Nesta nova etapa, os agentes realizam a coleta de documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos.

A PF não divulgou os nomes dos investigados nem detalhes sobre os alvos das medidas judiciais, em razão do sigilo das investigações. O material apreendido será submetido à análise pericial para subsidiar o avanço dos trabalhos investigativos.

Caso as suspeitas sejam confirmadas, os envolvidos poderão responder por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, cujas penas podem resultar em anos de prisão, além de sanções patrimoniais e administrativas.