31 de julho de 2025
saúde

São Paulo registra novo caso de febre amarela e chega a 11 confirmações em 2026

Paciente de 55 anos mora em Lagoinha, no Vale do Paraíba; estado contabiliza seis mortes pela doença neste ano

Por Redação
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A recomendação é que a vacina seja aplicada pelo menos dez dias antes da exposição a áreas de risco. - Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo confirmou mais um caso de febre amarela em 2026. O paciente é um homem de 55 anos, morador do município de Lagoinha, na região do Vale do Paraíba, e não possuía histórico de vacinação contra a doença.

Com a nova confirmação, o estado passa a contabilizar 11 casos de febre amarela neste ano, dos quais seis evoluíram para óbito. A região do Vale do Paraíba concentra a maior parte das ocorrências, com nove registros e cinco mortes.

Segundo a Secretaria de Saúde, nenhuma das pessoas diagnosticadas com a doença em 2026 havia sido vacinada. Em 2025, São Paulo registrou 57 casos e 35 mortes causadas pela febre amarela.

Diante do cenário, o governo estadual reforçou o alerta para a importância da vacinação, considerada a principal forma de prevenção contra a doença. O imunizante está disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) dos 645 municípios paulistas.

De acordo com a diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo, Tatiana Lang, a vacina é segura, eficaz e recomendada para toda a população paulista desde 2019. A orientação é que pessoas não imunizadas procurem uma UBS, especialmente antes de viagens para áreas de mata ou locais com circulação do vírus.

A recomendação é que a vacina seja aplicada pelo menos dez dias antes da exposição a áreas de risco.

Quem deve se vacinar

O esquema vacinal prevê uma dose aos 9 meses de idade e um reforço aos 4 anos para crianças. Pessoas que receberam apenas uma dose antes dos 5 anos devem tomar uma dose adicional de reforço.

Já quem tem entre 5 e 59 anos e nunca foi vacinado deve receber dose única. Pessoas imunizadas com a dose fracionada aplicada durante campanhas emergenciais em 2018 também devem verificar a necessidade de atualização da caderneta de vacinação.

Sobre a doença

A febre amarela é uma doença infecciosa viral transmitida pela picada de mosquitos silvestres que vivem em áreas de mata. Não há transmissão direta entre pessoas.

Entre os principais sintomas estão febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores musculares, náuseas, vômitos, fadiga e fraqueza.

A morte de macacos pode indicar a circulação do vírus em determinada região. Por isso, autoridades de saúde orientam que qualquer ocorrência desse tipo seja comunicada aos órgãos municipais competentes.

Desde 2017, o Brasil adota o esquema de dose única da vacina contra a febre amarela para proteção ao longo da vida, conforme recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS).