31 de julho de 2025
bateu a real

Alerta na economia: Francisco Sales diz que Alagoas não pode imitar o Maranhão e favorecer grupos "forasteiros"

Pré-candidato do PSDB defende blindagem aos pequenos negócios locais e dispara contra a Assembleia Legislativa: "Precisa parar de se comportar como mera espectadora".

Por Redação
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Francisco Sales alerta que AL não pode repetir modelo do Maranhão - Foto: assessoria

Nesta quarta-feira (17), o pré-candidato a deputado estadual Francisco Sales (PSDB) defendeu publicamente uma guinada na política econômica do estado para priorizar o fortalecimento dos micro, pequenos e médios empreendedores alagoanos. Ao analisar os modelos tributários vigentes no país, Sales advertiu que o governo local corre o risco de sufocar o comércio da região se insistir em estender tapete vermelho para grandes corporações de fora.

O pré-candidato usou o estado do Maranhão como um contraexemplo pedagógico dos perigos de se conceder vantagens tributárias desproporcionais a grandes redes em detrimento dos negócios nativos. Na visão dele, essa fórmula reduz a concorrência de mercado, promove a concentração de renda e quebra a espinha dorsal das empresas locais, colocando milhares de postos de trabalho em xeque.

“Não sou contra a chegada de grandes grupos a Alagoas. Todo investimento que gera emprego e movimenta a economia é bem-vindo. O que sou contra é favorecer grupos ‘forasteiros’ enquanto os empreendedores alagoanos ficam sem apoio, enfrentando uma carga tributária elevada e enormes dificuldades para manter seus negócios funcionando”, disparou Francisco Sales.

O termômetro das portas fechadas

Sales apontou que o reflexo da falta de incentivos a quem é da terra já é visível a olho nu nas ruas de Alagoas. Segundo o político, basta dar uma volta pelas principais avenidas de Maceió e pelas cidades do interior para se deparar com uma paisagem preocupante de galpões desocupados, placas de "aluga-se" e pontos comerciais tradicionais encerrando as atividades de vez.

Para o tucano, cada porta que se fecha no comércio de bairro representa um efeito cascata devastador para o estado: menos renda circulando no comércio local, mais famílias sem sustento e o aumento do desemprego. Ele defende que o papel do Palácio República dos Palmares deveria ser o de blindar e dar fôlego financeiro a quem já investe e gera impostos dentro das fronteiras alagoanas, em vez de patrocinar uma concorrência desleal.

Críticas severas à Assembleia Legislativa

A insatisfação de Francisco Sales sobrou também para o Poder Legislativo estadual. O pré-candidato não poupou os atuais deputados e cobrou uma postura muito mais ativa e menos protocolar da Casa frente à crise que atinge os microempresários.

“A Assembleia Legislativa precisa parar de se comportar como mera espectadora dos problemas do estado. Em vez de se limitar a entregar títulos e comendas, precisa assumir seu verdadeiro papel, que é defender os empregos dos alagoanos, proteger os empreendedores locais e fiscalizar medidas que possam prejudicar a economia de Alagoas”, criticou.

Ao concluir, Sales reiterou que a concessão de privilégios fiscais a grupos externos sem a devida contrapartida de proteção interna gera uma grave injustiça fiscal. Para ele, o futuro econômico de Alagoas depende diretamente da coragem política de defender quem produz, investe e cria oportunidades reais no quintal de casa.