"Aposto 50 cestas básicas que não vai estar pronto": deputado desafia secretário de Saúde por atraso no Hospital do Idoso
Com obra iniciada em 2022 e orçamento de R$ 15 milhões, unidade em Maceió acumula promessas descumpridas; deputado aponta incompetência da Sesau e lança aposta pública
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A novela arrastada da construção do Hospital do Idoso, em Maceió, ganhou um capítulo de provocação direta e cobrança pública no cenário político de Alagoas. Durante uma vistoria fiscalizatória ao canteiro de obras, o deputado estadual Cabo Bebeto (PL) disparou duras críticas contra a lentidão dos trabalhos e desafiou o secretário de Estado da Saúde com uma aposta inusitada: 50 cestas básicas caso a estrutura seja realmente entregue no prazo anunciado.
O parlamentar resgatou o histórico de promessas do Palácio República dos Palmares para expor o tamanho do atraso. Segundo ele, a ordem de serviço para o início das intervenções foi assinada em 15 de agosto de 2022, com a garantia inicial de que tudo estaria funcionando em abril de 2023. Contudo, mais de R$ 15 milhões de recursos públicos já foram despejados na estrutura e, até o momento, a unidade continua de portas fechadas.
O desafio ao secretário
O estopim para o desafio foi a nova data de inauguração estampada nos canais oficiais do governo. O portal da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) estipulou que a unidade finalmente será entregue à população no final de junho. O deputado não escondeu a incredulidade com a promessa e resolveu chamar o chefe da pasta para o jogo.
"Eu sei que ele não gosta de mim, mas agora tem a oportunidade de me desmoralizar. Está no site da Sesau a data de entrega do Hospital, portanto aposto 50 cestas básicas que não vai estar pronta", provocou o parlamentar.
Caso queime a língua e perca a aposta, o deputado garantiu que o desfecho será positivo, pois os alimentos serão integralmente revertidos para doação a famílias alagoanas em situação de extrema vulnerabilidade social.
"Brincadeira com a saúde"
Sem poupar palavras, o parlamentar subiu o tom e classificou o esqueleto da obra do Hospital do Idoso como o maior monumento à falta de gestão da atual administração da saúde no estado. Para ele, o caso reflete um descaso crônico com uma parcela sensível da população.
“Eles brincam com a saúde das pessoas e, nesse caso, com a saúde dos idosos”, disparou ao encerrar a fiscalização, deixando a bola agora com o comando da Sesau, que precisará correr contra o relógio para não perder o palanque e as cestas básicas.