Lula e Trump se cumprimentam durante evento social da cúpula do G7 na França
Encontro ocorreu após concerto promovido por Emmanuel Macron; líderes não tiveram reunião bilateral oficial
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Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump se cumprimentaram durante um evento social realizado na noite desta terça-feira (16), à margem da cúpula do G7, em Évian-les-Bains, na França. O encontro aconteceu após um concerto organizado pelo presidente francês Emmanuel Macron para os chefes de Estado e de governo convidados para o evento.
Segundo assessores da Presidência da República, o cumprimento ocorreu de forma rápida e informal. O momento não foi registrado por fotógrafos ou cinegrafistas que acompanhavam a programação oficial da cúpula.
Após o concerto, os líderes seguiram para um jantar de gala oferecido por Macron aos participantes do encontro internacional. Mais cedo, durante a tradicional foto oficial dos chefes de Estado presentes no G7, Lula e Trump chegaram a passar próximos um do outro, mas sem interação pública.
De acordo com integrantes do Palácio do Planalto, não há, até o momento, previsão de uma reunião bilateral entre os presidentes do Brasil e dos Estados Unidos durante a agenda na França. Assessores afirmam que não houve solicitação formal de encontro por nenhuma das partes.
A avaliação do governo brasileiro é de que uma nova conversa oficial entre Lula e Trump não seria necessária neste momento, já que grupos de trabalho criados após a visita do presidente brasileiro à Casa Branca, realizada em maio, seguem discutindo temas de interesse comum entre os dois países.
A participação de Lula na cúpula do G7 ocorre a convite do governo francês. Embora o Brasil não integre o grupo das sete maiores economias industrializadas do mundo, o presidente brasileiro participa das discussões sobre temas globais como economia, transição energética, segurança internacional e mudanças climáticas.
O encontro informal entre Lula e Trump chamou atenção por reunir dois líderes que representam visões políticas distintas, mas que mantêm canais diplomáticos abertos em temas estratégicos para as relações entre Brasil e Estados Unidos.