31 de julho de 2025
ALAGOAS

Acusado de matar enfermeira Ana Beatriz em Penedo, PM vai a júri popular

Justiça entendeu haver indícios suficientes para que policial militar responda por feminicídio perante o Tribunal do Júri; defesa recorreu da decisão

Por Redação
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Acusado de matar enfermeira Ana Beatriz em Penedo, PM vai a júri popular - Foto: Reprodução

O policial militar José Maxwell Lemos Simões, acusado de matar a esposa, a enfermeira Ana Beatriz Cavalcante Ramos, de 29 anos, será submetido a júri popular em Penedo, no Baixo São Francisco alagoano. A decisão foi proferida pela 4ª Vara Criminal do município, que considerou haver elementos suficientes para que o caso seja analisado pelo Tribunal do Júri.

Segundo o Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL), o processo corre sob segredo de Justiça. Ainda não há data para o julgamento, já que a defesa do militar recorreu da sentença de pronúncia. Enquanto isso, o acusado permanece preso preventivamente em uma unidade da Polícia Militar, em Maceió.

Em nota divulgada pela família da vítima, a prima de Ana Beatriz, Carla Cavalcante, afirmou que os familiares aguardam a manutenção da decisão pelo TJ-AL. “A família espera que a sentença de pronúncia seja mantida pelo Tribunal de Justiça de Alagoas”, declarou.

O crime ocorreu na noite de 12 de junho do ano passado. Ana Beatriz foi encontrada morta com um disparo na cabeça dentro da residência onde morava com o marido. Enfermeira do Hospital Regional de Penedo e filha do empresário Gilvan dos Forrós, ela tinha 29 anos e mantinha um relacionamento de cerca de dez anos com o acusado.

De acordo com a investigação, equipes da Polícia Militar foram acionadas após uma denúncia de feminicídio e encontraram a vítima já sem vida. Após o crime, José Maxwell deixou o imóvel e, horas depois, se envolveu em um acidente de carro na zona rural do município. Conforme informado à época, ele teria sido retirado do local por ocupantes de outro veículo.

Dias depois, o policial se apresentou às autoridades e foi preso. Durante a investigação, a Polícia Civil encontrou os cômodos da residência revirados e apreendeu armas pertencentes ao militar. O caso foi enquadrado como feminicídio.

Agora, caberá ao Tribunal de Justiça decidir se mantém a sentença que levou o acusado a júri popular.