31 de julho de 2025
investigação

Câmera desaparecida e falhas no procedimento: o que falta esclarecer após morte de jovem em salto de ponte

Acidente ocorreu durante prática de esporte de aventura na Ponte do Esqueleto e levou à prisão de três pessoas

Por Redação
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Maria Eduarda Rodrigues, de 21 anos, morreu durante salto de rope jump - Foto: Reprodução

Maria Eduarda Rodrigues, de 21 anos, morreu na manhã de sábado durante a prática de rope jump na Ponte do Esqueleto, na zona rural de Limeira (SP). Segundo a apuração, ela caiu de uma altura de cerca de 40 metros durante o salto sem estar conectada ao equipamento de segurança.

Horas antes do acidente, a jovem publicou em rede social uma frase em tom de brincadeira sobre o salto. Ela era formada em Educação Física e trabalhava em uma academia na região da Grande São Paulo.

Imagens registradas no local mostram o momento em que Maria Eduarda foi carregada por três homens até a plataforma e lançada no salto. Uma corda aparece no chão atrás do grupo. Em seguida, pessoas que estavam no local relatam a ausência do equipamento e tentam alertar sobre a situação.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e o Corpo de Bombeiros foram acionados, mas a morte foi constatada ainda no local por múltiplas fraturas.

Três responsáveis pelo salto foram presos em flagrante. Eles foram identificados como envolvidos no procedimento de arremesso e responderam por homicídio com dolo eventual. A prisão foi convertida em preventiva após audiência de custódia.

A investigação aponta que o grupo não realizou a fixação das cordas de segurança antes do salto. Em depoimento, os envolvidos relataram falha de memória durante a preparação do equipamento. A polícia também apura a ausência de checagem do procedimento antes da atividade.

Outras três pessoas que estavam no local foram ouvidas e liberadas. Segundo a investigação, elas atuavam em atividades de apoio, como entrega de equipamentos e organização de participantes.

A polícia informou que a atividade era realizada por um grupo sem registro formal de empresa, com divulgação em redes sociais e venda de pacotes para salto. A vítima pagou pelo salto e por gravação em vídeo com câmera 360 graus.

O equipamento usado pela jovem não foi localizado até o momento. Um acompanhante da vítima passou mal após o acidente e foi encaminhado para atendimento médico.

A Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis, pertence à antiga rede ferroviária e não foi concluída. O local passou a ser usado para atividades de turismo de aventura sem estrutura de fiscalização contínua.

Registros indicam outros acidentes na mesma área em anos anteriores, incluindo mortes e lesões graves em atividades de lazer. O local segue sob responsabilidade da União, com disputa sobre fiscalização entre órgãos públicos e prefeitura.