31 de julho de 2025
ECONOMIA

Aneel eleva previsão de aumento na conta de luz para 8,6% em 2026

Nova estimativa supera inflação prevista para o ano e reforça preocupação com impacto no orçamento das famílias brasileiras

Por Redação
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Aneel elevou para 8,6% a previsão de reajuste médio das tarifas de energia elétrica em 2026. - Foto: Marcello Casal Jr./ Agência Brasil

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) revisou para cima a previsão de reajuste médio das tarifas de energia elétrica em 2026. Segundo o boletim Infotarifas divulgado nesta sexta-feira (12), a expectativa é que a conta de luz fique, em média, 8,6% mais cara ao longo do ano. A projeção anterior, divulgada em março, apontava aumento de 8%.

A nova estimativa acende um alerta para consumidores e especialistas em economia, já que o percentual previsto supera as projeções de inflação para o período e pode ampliar a pressão sobre o custo de vida dos brasileiros.

De acordo com a Aneel, apesar do aumento médio nacional, consumidores atendidos por 22 distribuidoras de energia poderão ter descontos nas faturas em razão de recursos provenientes da repactuação de obrigações financeiras relacionadas a centrais geradoras de energia.

Os dados fazem parte da segunda edição de 2026 do boletim Infotarifas, documento criado pela agência reguladora para acompanhar a evolução das tarifas e seus impactos sobre os consumidores.

A previsão de alta de 8,6% nas tarifas de energia elétrica está acima das principais estimativas econômicas para o ano. Atualmente, a projeção para o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) é de 5,8%, enquanto a expectativa para a inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é de 4,9%.

Na prática, isso significa que a conta de luz poderá subir em ritmo mais acelerado que a média dos preços da economia, comprometendo uma parcela maior da renda das famílias.

O peso da energia elétrica no orçamento doméstico já vem sendo sentido pelos consumidores. Dados recentes mostram que a conta de luz foi um dos principais fatores de pressão sobre a inflação de maio.

Enquanto o IPCA registrou alta de 0,58% no mês, o grupo Habitação avançou 1,22%, impulsionado principalmente pelo aumento das tarifas de energia. Somente em maio, a conta de luz ficou 3,67% mais cara para os brasileiros.

O comportamento das tarifas é acompanhado de perto pelo mercado financeiro e pelo Banco Central, já que a energia elétrica influencia diretamente diversos setores da economia, desde o consumo das famílias até os custos de produção de empresas e indústrias.

Com a perspectiva de novos reajustes ao longo do ano, especialistas recomendam atenção ao consumo de energia e adoção de medidas de economia doméstica, como o uso consciente de eletrodomésticos, substituição de lâmpadas por modelos mais eficientes e redução do desperdício.A revisão da Aneel reforça o cenário de pressão sobre os gastos essenciais das famílias, especialmente em um momento em que alimentação, transporte e serviços continuam pesando no orçamento dos brasileiros.