Sem acordo com o governo, greve dos técnicos da Ufal passa dos 100 dias
Para avaliar os rumos da paralisação, a categoria realizou uma assembleia geral extraordinária na manhã desta quinta-feira (11)
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A greve nacional dos servidores técnico-administrativos das universidades federais já ultrapassou a marca de 100 dias sem previsão de término. Um dos principais impasses para o fim do movimento é o decreto que regulamenta o Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), documento que segue parado na Casa Civil do Governo Federal. Para avaliar os rumos da paralisação, a categoria realizou uma assembleia geral extraordinária no hall da Reitoria da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), em Maceió, na manhã desta quinta-feira (11).
Durante o encontro, os trabalhadores da Ufal debateram o cenário nacional do movimento paredista e criticaram duramente a falta de abertura de canais efetivos de diálogo por parte do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).
As lideranças sindicais locais e nacionais argumentam que o governo tem apostado no desgaste físico e financeiro dos servidores ao estender as negociações, e defenderam a continuidade da resistência como única alternativa para garantir o cumprimento das reivindicações da pauta.
Diante da necessidade de manter a articulação direta na capital federal, a assembleia referendou uma mudança na representação de Alagoas junto ao Comando Nacional de Greve (CNG), em Brasília.
Com o encerramento do período dos servidores Bartolomeu Rodrigues de Moura e José Moysés Ferreira, que retornam a Maceió, o técnico-administrativo Evilazio Freire foi o nome escolhido para representar o estado nas atividades do comando unificado na Bahia e em Brasília.
A mesa diretora da assembleia na Ufal foi conduzida por Nadja Lopes, servidora do Hospital Universitário (HU) e coordenadora-geral do Sindicato dos Trabalhadores da Ufal (Sintufal), que reforçou a convocação para que a base permaneça mobilizada nas próximas semanas.