Resort nega agressão a criança e diz que expulsão de família ocorreu após tumulto em Alagoas
Rede Amarante afirma que imagens não mostram agressão ao menino de 6 anos e atribui cancelamento de hospedagem a ameaças e agressões verbais contra funcionários
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A rede Amarante, responsável pelo Japaratinga Lounge Resort e pelo Salinas Maceió, negou que tenha ocorrido qualquer agressão contra uma criança de 6 anos durante a estadia de uma família de turistas de Brasília em Alagoas. Em nota divulgada nesta sexta-feira (12), a empresa afirmou que analisou as imagens do sistema interno de monitoramento e não encontrou evidências de agressão por parte de colaboradoras ou terceiros.
O posicionamento foi divulgado após a repercussão do relato da empresária Eloísa Roque, que acusa uma monitora infantil do resort de ter puxado seu filho pelo braço e colocado o menino à força em uma cadeira. A turista registrou boletim de ocorrência e afirma que, após cobrar providências e divulgar o caso nas redes sociais, foi obrigada a deixar o hotel juntamente com os dois filhos, uma criança de 6 anos e um bebê de apenas 4 meses.
Segundo a Amarante, a hospedagem da família no Japaratinga Lounge Resort foi encerrada normalmente na data prevista. A empresa informou que, embora o horário oficial de check-out seja ao meio-dia, a saída ocorreu por volta das 14h, após o almoço.
A administradora afirmou ainda que as imagens analisadas internamente foram apresentadas à hóspede e permanecem à disposição das autoridades responsáveis pela investigação. A empresa ressaltou, no entanto, que os registros não podem ser divulgados publicamente por envolverem crianças, hóspedes, colaboradores e terceiros, em conformidade com a legislação de proteção à privacidade.
Rede cita tumulto e acionamento da polícia
Na nota, a Amarante sustenta que, durante o atendimento da ocorrência, foram registrados episódios de tumulto, ameaças e agressões verbais direcionadas a funcionários do resort. Segundo a empresa, a situação exigiu a atuação da equipe de segurança e o acionamento da Polícia Militar para preservar a tranquilidade dos demais hóspedes.
Ainda de acordo com o grupo, foi justamente em razão dessas condutas que a empresa decidiu cancelar uma segunda hospedagem que a família já havia reservado no Salinas Maceió, outro empreendimento administrado pela rede.
"A medida foi adotada em decorrência das condutas registradas durante o episódio e não possui qualquer relação com o direito da hóspede de registrar ocorrência ou buscar a apuração dos fatos junto às autoridades", informou a Amarante.
A rede afirmou também que prestou apoio para que a família organizasse a continuidade da viagem e destacou que permanecerá colaborando com as autoridades responsáveis pela investigação.
Mãe relata constrangimento
A versão apresentada pela empresa diverge do relato da turista. Eloísa Roque afirma que recebeu cerca de 15 minutos para deixar o resort e que se sentiu humilhada diante dos demais hóspedes.
“Me deixaram desamparada com uma criança de 6 anos e um bebê de 4 meses. Não me deram suporte nenhum. Me intimidaram, me envergonharam e me humilharam na frente do resort inteiro. Meu filho foi agredido e ainda saí humilhada, escorraçada”, declarou.