31 de julho de 2025
pancada

Entorno de Lula culpa Renan Calheiros por articulação de pauta-bomba de R$ 140 bilhões

Segundo a coluna de Milena Teixeira, governistas foram pegos de surpresa e acusam o senador alagoano de atropelar a equipe econômica para aprovar o projeto

Por Redação
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Renan Calheiros, senador alagoano - Foto: Reprodução

O Palácio do Planalto e a base governista no Senado Federal já encontraram o culpado pela aprovação de uma das maiores "pautas-bomba" do ano, votada na última quarta-feira (10). Segundo informações da coluna de Milena Teixeira, no portal Metrópoles, lideranças aliadas ao presidente Lula apontam o senador Renan Calheiros (MDB-AL) como o principal articulador da medida, que prevê um rombo estimado em R$ 140 bilhões nos cofres públicos ao longo de dez anos.

O projeto em questão cria uma linha especial de financiamento para renegociar dívidas de produtores rurais e cooperativas afetadas por eventos climáticos ou conflitos internacionais. O texto agora segue para a Câmara dos Deputados.

De acordo com o Metrópoles, os integrantes do governo foram pegos completamente de surpresa com a inclusão do projeto na pauta e com a votação relâmpago. Os relatos colhidos pela colunista indicam que Renan Calheiros agiu de forma agressiva para garantir a aprovação da matéria.

Atropelo na equipe econômica e aliança com Alcolumbre

O plano de Renan começou na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), colegiado presidido por ele, onde o senador deu o aval inicial ao texto. Na tentativa de avançar com a pauta, o emedebista chegou a procurar o ministro da Fazenda em exercício, Dario Durigan, para costurar um acordo. No entanto, ele não obteve o respaldo esperado da equipe econômica, que acendeu o sinal de alerta para o impacto fiscal bilionário.

Diante do "não" da Fazenda, Renan Calheiros não recuou. Conforme revelado pela coluna de Milena Teixeira, o senador alagoano ignorou a resistência do governo e acionou diretamente o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para atropelar o rito e levar a matéria direto para votação no plenário.

A manobra funcionou, mas deixou um rastro de irritação profunda no entorno de Lula. Aliados do presidente queixam-se de que um senador que se diz da base tenha liderado um movimento de tamanho impacto fiscal usando recursos do pré-sal e fundos da União, agindo nos bastidores para carimbar uma derrota indigesta para a equipe econômica do governo.