31 de julho de 2025
saúde

Hospitalizações por VSR e gripe aumentam no Brasil, alerta InfoGripe

Segundo o levantamento, 11 das 27 unidades federativas apresentam incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em nível de alerta, r

Por Redação
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Alagoas aparece em grupo de estados com risco elevado de SRAG - Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O número de hospitalizações por vírus sincicial respiratório (VSR) cresceu no Brasil, e algumas regiões também registraram aumento de internações por gripe causada pelos vírus influenza A e B. Os dados são do boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta quinta-feira (11).

A análise corresponde à Semana Epidemiológica 22, referente ao período de 31 de maio a 6 de junho, quando a queda das temperaturas favorece a circulação de vírus respiratórios em ambientes fechados e com maior aglomeração.

Segundo o levantamento, 11 das 27 unidades federativas apresentam incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em nível de alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento nas últimas semanas. São elas: Acre, Alagoas, Amapá, Paraná, Pará, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo.

Outros 16 estados apresentam sinais de interrupção do crescimento ou queda nos casos, embora 12 ainda mantenham níveis elevados de incidência.

Em 2026, já foram registrados 3.591 óbitos por SRAG. De acordo com o InfoGripe, o VSR tem sido o principal responsável pelo aumento de casos em crianças de até 4 anos.

Entre crianças e adolescentes de 5 a 14 anos, o rinovírus é o vírus predominante.

Já entre jovens, adultos e idosos, há predominância de casos associados à influenza A, enquanto a influenza B tem apresentado crescimento principalmente nas faixas de 5 a 49 anos.

A pesquisadora Tatiana Portella, da Fiocruz, reforça a importância da vacinação contra a influenza e o VSR, especialmente entre os grupos prioritários, para reduzir o risco de casos graves e mortes.

Ela também recomenda medidas de prevenção, como higiene frequente das mãos, uso de máscaras em ambientes fechados e em unidades de saúde, além do isolamento em caso de sintomas gripais.

Quando o isolamento não for possível, o uso de máscaras do tipo N95 ou PFF2 é indicado para reduzir a transmissão.