31 de julho de 2025
ECONOMIA

Alagoas fica entre os últimos do Brasil em movimentação da construção civil, aponta IBGE

Estado ocupou apenas a 21ª posição no ranking nacional e superou somente Sergipe entre os estados do Nordeste

Por Redação
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Alagoas aparece entre os estados com menor participação na construção civil brasileira, segundo levantamento do IBGE. - Foto: Freepik/Ilustração

A indústria da construção movimentou R$ 4,9 bilhões em Alagoas em 2024, mas o desempenho colocou o estado entre os piores resultados do país. Segundo dados da Pesquisa Anual da Indústria da Construção (PAIC), divulgada pelo IBGE, Alagoas respondeu por apenas 1,1% de todo o valor gerado pelo setor no Brasil e ocupou a 21ª posição entre as 27 unidades da federação.

No ranking nordestino, a situação também chama atenção. Alagoas ficou apenas na oitava colocação entre os nove estados da região, superando somente Sergipe. Estados como Bahia, Ceará e Pernambuco registraram movimentações muito superiores e concentraram a maior parte dos investimentos e atividades da construção civil no Nordeste.

Os números revelam a dificuldade do estado em acompanhar o ritmo de crescimento observado em outras regiões do país. Enquanto a construção civil brasileira movimentou R$ 522,5 bilhões em 2024, Alagoas ficou com uma fatia modesta desse mercado, mesmo diante da importância do setor para a geração de emprego e renda.

De acordo com o levantamento, 607 empresas da construção estavam em atividade no estado durante o ano passado, empregando cerca de 24,2 mil trabalhadores. O total desembolsado em salários, retiradas e outras remunerações chegou a R$ 700 milhões.

A construção de edifícios foi o segmento mais relevante em Alagoas, respondendo por R$ 2,4 bilhões do total movimentado. As obras de infraestrutura geraram R$ 2 bilhões, enquanto os serviços especializados para construção movimentaram R$ 500 milhões.

Apesar dos números bilionários, a participação reduzida de Alagoas no cenário nacional evidencia a distância em relação aos estados que lideram os investimentos e a atividade da construção civil no país. O levantamento do IBGE mostra que o setor continua concentrado em mercados maiores, enquanto estados menores enfrentam dificuldades para ampliar sua representatividade econômica.

A pesquisa também destaca que os investimentos públicos seguem sendo fundamentais para o setor. Em nível nacional, cerca de 33% do valor gerado pela construção teve origem na administração pública, percentual que chegou a 48,2% nas obras de infraestrutura.

Realizada anualmente pelo IBGE, a PAIC reúne informações sobre empresas que atuam nos segmentos de construção de edifícios, obras de infraestrutura e serviços especializados para construção. Nesta edição, os dados consideram apenas empresas com cinco ou mais pessoas ocupadas.