Lama e descaso: Moradores de Taquarana denunciam abandono na estrada de acesso à Creche Cria
Imagens gravadas por populares mostram via tomada pelo lamaçal na porta da unidade de ensino; prefeitura diz que secretaria de obras estuda o que fazer
Publicado em
Mães, pais e crianças que precisam frequentar a Creche Cria, no município de Taquarana, no interior de Alagoas, estão enfrentando uma verdadeira prova de obstáculos todos os dias. Moradores da cidade usaram as redes sociais e enviaram vídeos nesta terça-feira (9) para denunciar o estado de abandono da estrada que dá acesso à unidade de ensino, que virou um enorme lamaçal.
Nas imagens, gravadas por um morador que preferiu não se identificar por medo de perseguição, fica claro o sufoco dos pedestres e motoristas para conseguir chegar ao portão de entrada. É possível ver poças profundas e uma camada grossa de lama espalhada por toda a via, obrigando os pais a equilibrarem as crianças no colo para que elas não cheguem sujas à aula.
O denunciante desabafou e cobrou nominalmente os políticos locais, afirmando que a prefeitura vem empurrando o problema com a barriga há mais de um ano.
“Olha a nojeira que tá. Como é que faz isso? Me explique. A gente vai pedir as coisas aí na prefeitura e é a mesma coisa que nada. Ninguém consegue falar com vocês. Ô Bruno, um ano, Bruno, eu já cobrei você desde o ano passado. A Secretaria de Educação do Estado falou que a responsabilidade é de vocês”, cobrou o morador no vídeo, apontando o celular para a entrada da creche.
A bronca dos moradores expõe um jogo de empurra. Como as Creches Cria são construídas pelo Governo do Estado, a gestão estadual já deixou claro que a manutenção e a pavimentação das ruas do entorno são de obrigação exclusiva do município.
Diante das cobranças e da repercussão das imagens, a Prefeitura de Taquarana se manifestou por meio de nota oficial. A gestão municipal informou que o secretário de obras já foi avisado sobre o problema e que está em conversas com o prefeito para "buscar a melhor maneira possível de resolver a situação". A administração municipal prometeu dar um retorno mais detalhado e iniciar os reparos assim que a secretaria definir o plano de ação, mas não deu nenhum prazo para que as máquinas cheguem ao local.