PF mira fundo previdenciário e investiga aplicações milionárias em Pernambuco
Operação Take Over apura aplicação de mais de R$ 3 milhões em investimentos de risco e possíveis crimes contra a administração pública
Publicado em
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (10), a Operação Take Over para investigar supostas irregularidades na gestão dos recursos do fundo previdenciário dos servidores públicos municipais de Paulista, na Região Metropolitana do Recife.
A ação cumpre dez mandados de busca e apreensão expedidos pela 13ª Vara Federal de Pernambuco. As diligências estão sendo realizadas nos municípios de Recife e Paulista, em Pernambuco, além da cidade do Rio de Janeiro.
Segundo a Polícia Federal, as investigações apontam que mais de R$ 3 milhões teriam sido direcionados para investimentos considerados de alto risco, em decisões que supostamente desrespeitaram normas legais e procedimentos obrigatórios de governança aplicáveis à administração de recursos previdenciários.
De acordo com os investigadores, há indícios de que decisões estratégicas relacionadas à aplicação dos recursos tenham sido tomadas sem a observância dos critérios de segurança, liquidez e transparência exigidos para a gestão de fundos previdenciários públicos.
A apuração busca esclarecer se a conduta dos responsáveis pode configurar gestão temerária ou fraudulenta, além de possíveis crimes contra a administração pública e o sistema financeiro nacional.
Outro foco da investigação é verificar se houve o recebimento de vantagens indevidas por parte de gestores ou pessoas ligadas à administração dos recursos do fundo previdenciário.
Os materiais apreendidos durante o cumprimento dos mandados serão analisados pela Polícia Federal e poderão auxiliar na identificação de eventuais responsabilidades e no aprofundamento das investigações.
A corporação destacou que a operação tem como objetivo reunir provas que permitam esclarecer as circunstâncias das aplicações financeiras realizadas e verificar se houve prejuízos aos recursos destinados à previdência dos servidores municipais.
Até o momento, a Polícia Federal não divulgou nomes dos investigados nem informou se houve medidas cautelares além dos mandados de busca e apreensão.