31 de julho de 2025
POLÍTICA

Malafaia reage a Janja e acusa PT de distorcer declarações: “Demônio da mentira”

Pastor afirmou que não chamou mulheres evangélicas de “insignificantes” e voltou a criticar o governo Lula e o PT

Por Redação
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Malafaia reage a Janja e acusa PT de distorcer declarações: “Demônio da mentira” - Foto: Reprodução

O pastor Silas Malafaia voltou a trocar críticas com a primeira-dama Rosângela da Silva e acusou integrantes do PT de deturparem suas declarações sobre um encontro com mulheres evangélicas promovido pelo governo federal.

Em entrevista ao Metrópoles, Malafaia afirmou que nunca classificou as participantes da reunião como “insignificantes”, como teria sido interpretado após suas declarações sobre o evento.

Segundo o líder religioso, sua crítica foi direcionada à ausência de lideranças evangélicas de projeção nacional no encontro.

“Eu nunca chamei aquelas mulheres de insignificantes. Uma coisa é não ter expressão pública, outra é não ter importância”, declarou.

O pastor também ironizou o fato de ter sido citado pela primeira-dama e afirmou que sua atuação continua influente no debate político nacional.

Ataques ao PT

Durante a entrevista, Malafaia ampliou as críticas ao governo e ao PT, acusando adversários políticos de atribuírem a ele falas que, segundo diz, nunca foram feitas.

“Eles têm o demônio da mentira. Pegaram uma declaração minha e tentaram transformar em outra coisa para me atacar”, afirmou.

O religioso também comentou a declaração de Janja de que não o reconhece como pastor.

“Isso não muda absolutamente nada na minha vida. Continuo sendo pastor e defendendo aquilo em que acredito”, respondeu.

Carta aos evangélicos

As declarações ocorreram um dia após o PT divulgar uma carta voltada ao público evangélico, na qual critica a utilização da fé para interesses políticos e eleitorais.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Malafaia questionou a iniciativa e acusou a legenda de buscar aproximação com os evangélicos apenas em períodos eleitorais.

O pastor também afirmou que o partido tem se afastado de pautas defendidas por setores conservadores e por parte significativa do eleitorado evangélico brasileiro.

A troca de críticas acontece em meio às articulações para as eleições de 2026, quando tanto o governo quanto lideranças conservadoras buscam ampliar influência junto ao segmento religioso, considerado estratégico nas disputas eleitorais.