31 de julho de 2025
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Caso Herny Borel: perdão de Monique Medeiros gera repercussão negativa e internautas comentam nas redes sociais

Em levantamento realizado pelo Francês News no Instagram, entre os dias 5 a 9 de junho, 97% dos internautas não concordam com a decisão

Por Redação
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Juíza concedeu perdão judicial para Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel - Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

A sentença proferida pela juíza Elizabeth Machado Louro, que concedeu perdão judicial para Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, tem repercutido majoritariamente de forma negativa nas redes sociais. Em levantamento realizado pelo Francês News, no Instagram, entre os dias 5 a 9 de junho, 97% dos internautas não concordam com o perdão judicial dado a Monique Medeiros, contra 3% que concordam com a decisão judicial.

Veja:



A mãe da criança, que foi condenada pelo crime de omissão, teve a pena considerada cumprida e deixou a prisão. Na decisão, a magistrada criticou o que considerou expectativas sociais desproporcionais impostas às mulheres e apontou que houve um julgamento moral excessivo pelo fato de a ré ser mãe.

O conselho de sentença (jurados) concluiu que Monique deveria responder por homicídio culposo, quando não há a intenção de matar, desclassificando a acusação inicial de homicídio doloso. Apesar da condenação pelo crime culposo, a juíza optou por aplicar o instituto do perdão judicial, que extingue a pena do réu.

Críticas ao patriarcado e assimetria de gênero


Para embasar a extinção da pena, a magistrada afirmou que a reação pública contra Monique foi moldada pelo machismo. “Fosse o pai, e não a mãe, na mesma situação, nem sequer teria sido ele processado”, declarou Elizabeth Machado Louro durante a leitura da sentença no tribunal.

A juíza também discorreu sobre como estruturas sociais históricas pesam sobre o comportamento feminino, argumentando que a cobrança em relação à figura materna é implacável. “O papel culturalmente reservado à mulher nos moldes patriarcais não só dela exige ser mãe, mas muito além, a mãe perfeita. Mãe suficiente não basta”, asseverou.