VÍDEO: Terremoto de magnitude 7,8 deixa ao menos 19 mortos na Filipinas
O abalo causou destruição estrutural severa, blecautes generalizados e pânico na população, coincidindo de forma dramática com o primeiro dia do ano letivo no país
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Um violento terremoto de magnitude 7,8 atingiu a região de Mindanao, no sul das Filipinas, no domingo (7), deixando ao menos 19 mortos, 134 feridos e 12 pessoas desaparecidas. O abalo causou destruição estrutural severa, blecautes generalizados e pânico na população, coincidindo de forma dramática com o primeiro dia do ano letivo no país.
O tremor principal foi registrado às 7h37 no horário local. De acordo com o Instituto Filipino de Vulcanologia e Sismologia, o epicentro foi localizado a apenas 13 quilômetros a sudoeste de General Santos City, uma área densamente povoada, com uma profundidade inicial estimada em 10 quilômetros. Já o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) confirmou a magnitude de 7,8, mas apontou uma profundidade maior, de 55 quilômetros. O impacto foi tão severo que os tremores foram sentidos em províncias vizinhas da Indonésia, como Sulawesi do Norte e Maluku do Norte.
As informações foram repercutidas pelo jornal britânico The Guardian, que também verificou registros visuais da destruição compartilhados nas redes sociais. Entre as imagens, constam o desabamento do andar superior de um restaurante da Jollibee, maior rede de fast-food do país, e a queda de muros de concreto de um grande complexo comercial em General Santos City.
O desastre surpreendeu milhares de estudantes que regressavam às salas de aula. Na província de Davao do Sul, parte da estrutura de um colégio ruiu enquanto os alunos se reuniam na área externa. Imagens compartilhadas pela rádio local Bombo Radyo, gravadas na Escola Primária Mahayhay, mostraram crianças correndo em desespero para encontrar abrigo durante a tradicional cerimônia matinal de hasteamento da bandeira.
Devido ao trauma sofrido pelos estudantes, voluntários da Cruz Vermelha das Filipinas foram deslocados para prestar apoio psicológico e primeiros socorros em três escolas de ensino médio da região.
"Muitos prédios foram afetados, mas não posso enumerá-los agora porque estamos totalmente ocupados com os resgates em andamento", informou Robert Dagon, oficial da polícia de General Santos, em entrevista à Agence France-Presse (AFP). O balanço de vítimas e danos materiais ainda está sendo checado minuciosamente por conta das dificuldades de comunicação nas áreas afetadas.
Logo após o sismo, o Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico emitiu um aviso urgente prevendo ondas de até 3 metros para o litoral filipino e de até 1 metro para costas da Indonésia e da Malásia, orientando a população a buscar imediatamente terrenos elevados.
Embora uma atualização posterior tenha confirmado que a ameaça de tsunami havia passado, o escritório de defesa civil manteve o alerta máximo. As autoridades instruíram os moradores a não retornarem para residências ou comércios danificados em razão do risco iminente de fortes réplicas (tremores secundários).
Em pronunciamento oficial, o presidente das Filipinas, Ferdinand Marcos Jr., informou que os centros de evacuação governamentais já estão operacionais para acolher os desabrigados, enquanto equipes técnicas trabalham na desobstrução de estradas essenciais para o fluxo de ambulâncias.
O mandatário decretou o fechamento imediato das instituições de ensino por tempo indeterminado. “A segurança de nossas crianças vem em primeiro lugar”, garantiu o presidente. As Filipinas são historicamente vulneráveis a desastres dessa natureza por estarem localizadas no “Anel de Fogo” do Pacífico, uma região de intensa atividade sísmica e vulcânica.