31 de julho de 2025
CAUSA LGBTQIA+

Ministério dos Direitos Humanos lança campanha O Brasil é de Todas as Cores: Para Todas as Pessoas

Iniciativa nacional é focada na visibilidade, defesa dos direitos e cidadania da população LGBTQIA+

Por Patrícia Fahlbusch
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Desde 2023 foram investidos mais de R$ 61 milhões em ações voltadas para promoção e defesa dos direitos humanos da população LGBTQIA+ no Brasil - Foto: Raul Lansky - MDHC

A campanha governamental "O Brasil é de Todas as Cores: Para Todas as Pessoas" é uma iniciativa nacional focada na visibilidade, defesa dos direitos e cidadania da população LGBTQIA+. Promovida pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, a ação celebra a diversidade e busca engajar a sociedade na formulação de políticas públicas de inclusão.

Desde 2023, segundo o ministério, foram investidos mais de R$ 61 milhões em ações voltadas para promoção e defesa dos direitos humanos da população LGBTQIA+ no Brasil.

O investimento permitiu que mais de 330 mil pessoas em situação de vulnerabilidade social fossem atendidas pelo Programa Nacional de Fortalecimento das Casas de Acolhimento LGBTQIA+, o Acolher+. Além disso, a Estratégia Nacional de Trabalho Digno, Educação e Geração de Renda para Pessoas LGBTQIA+, a Empodera+, possibilitou a capacitação de mais de 5 mil pessoas por meio de programas e iniciativas que promovem autonomia econômica, geração de renda e ampliação de oportunidades.

Uma das maiores defensoras das pessoas LGBTQIA+, a deputada federal Erika Hilton celebra as conquistas, mas diz que ainda há muito a ser feito pela comunidade que ela representa dentro e fora do Parlamento.

“O Parlamento não deve ser conduzido pela opinião ou pela moral das pessoas, o Parlamento deve ser conduzido pelas necessidades populares, pela Constituição, pela Legislação e pelo interesse do povo. O nível de cinismo, hipocrisia e maldade desta gente para atropelar direitos de uma comunidade que eles odeiam, negar o direito de pessoas LBGT. Nós não vamos medir esforços, e muito menos palavras, na manutenção dos nossos direitos. Nós temos um compromisso claro. Nós não estamos aqui para fazer disputa ideológica, terrorismo, nós estamos aqui para dizer que existem pessoas na sociedade brasileira que morrem até hoje pela cor da pele, pela sua identidade de gênero, pela sua orientação sexual. Acham que a sua opinião pode servir de instrumento para negar que pessoas tenham o alcance dos seus direitos. É cruel, é bárbaro e é covarde”, declarou Hilton.