Surto de ebola avança no Congo com 71 novos casos em 24 horas e já soma 82 mortes
País africano contabiliza 452 infecções; OMS e autoridades sanitárias mobilizam recursos para conter disseminação da doença
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A República Democrática do Congo registrou 71 novos casos de ebola nas últimas 24 horas, elevando para 452 o número total de pessoas diagnosticadas com a doença. O balanço divulgado pelas autoridades sanitárias do país também aponta 82 mortes relacionadas ao atual surto.
A nova onda de infecções preocupa especialistas devido à rápida expansão dos casos e ao potencial de disseminação para países vizinhos. O surto é provocado pela cepa Bundibugyo, uma variante rara do vírus ebola, considerada altamente perigosa pelas autoridades de saúde.
Além do Congo, casos da doença também foram registrados em Uganda, país que faz fronteira com o território congolês e onde já foram confirmadas infecções associadas ao atual surto.
Diante do avanço da doença, a Organização Mundial da Saúde intensificou o monitoramento da situação e ampliou a mobilização internacional para conter a propagação do vírus.
Em parceria com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças da África, ligado à União Africana, a OMS anunciou uma estratégia para fortalecer a resposta dos países africanos diante da emergência sanitária.
O plano prevê a mobilização de cerca de US$ 518 milhões, o equivalente a aproximadamente R$ 2,67 bilhões, para reforçar ações de vigilância epidemiológica, diagnóstico, monitoramento de contatos e atendimento às populações afetadas.
Um dos principais desafios enfrentados pelas equipes de saúde é a ausência de vacinas ou tratamentos específicos amplamente disponíveis para combater a cepa Bundibugyo.
Por esse motivo, as estratégias atuais concentram esforços na identificação rápida de novos casos, isolamento dos pacientes infectados e rastreamento das pessoas que tiveram contato com os doentes.
Especialistas alertam que a velocidade da resposta será decisiva para evitar que o surto alcance outros países da região.
Segundo as autoridades sanitárias internacionais, os recursos arrecadados serão direcionados prioritariamente aos países que concentram o maior número de casos, especialmente Congo e Uganda.
A expectativa é que o reforço financeiro permita ampliar a capacidade dos sistemas de saúde locais e reduzir os riscos de expansão da doença para outras regiões do continente africano.
O ebola é uma doença viral grave, transmitida pelo contato direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infectados. Dependendo da variante, a taxa de mortalidade pode ser elevada, tornando a resposta rápida um fator essencial para o controle dos surtos.