31 de julho de 2025
ALESP

Deputada acusa líder do governo Tarcísio de violência política de gênero após bate-boca na Alesp

Ana Carolina Serra afirma ter sido desrespeitada durante reunião de comissão; Gilmaci Santos nega acusações e diz que apenas cumpriu o regimento

Por Redação
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Deputada acusa líder do governo Tarcísio de violência política de gênero após bate-boca na Alesp - Foto: Alesp

A deputada estadual Ana Carolina Serra acusou o líder do governo de Tarcísio de Freitas na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), Gilmaci Santos, de praticar violência política de gênero durante uma reunião realizada na última quarta-feira (3).

O episódio ocorreu durante uma sessão da Comissão de Assuntos Metropolitanos e Municipais, presidida por Ana Carolina. Na ocasião, o presidente da Sabesp, Carlos Piani, compareceu à Assembleia para prestar esclarecimentos sobre a atuação da companhia.

Segundo a deputada, ao constatar a falta de quórum para a abertura formal da reunião, ela propôs uma conversa informal com o dirigente da estatal, prática que, segundo parlamentares, ocorre com frequência na Casa.

Ana Carolina afirma que, nesse momento, Gilmaci Santos interrompeu os trabalhos, elevou o tom de voz e exigiu a saída de Piani do plenário.

“Quando fui proferir a decisão, o Gilmaci se destemperou e começou a gritar, não deixava eu falar. Eu disse que era a presidente da comissão e que cabia a mim conduzir os trabalhos”, declarou a parlamentar.

Acusação de violência política

Após o episódio, a deputada publicou um vídeo nas redes sociais classificando a situação como um ato de desrespeito institucional e de violência política de gênero.

“Nunca pensei que viveria na pele aquilo que mais repudio. Fui profundamente desrespeitada como deputada e como mulher”, afirmou.

O diretório paulista do PSDB também divulgou nota em apoio à parlamentar. No texto, a legenda sustenta que a atitude do líder do governo ultrapassou os limites do debate político e representou uma tentativa de constrangimento no exercício do mandato.

Líder do governo nega irregularidades

Em nota, a liderança do Republicanos na Alesp rejeitou as acusações e afirmou que a atuação de Gilmaci teve caráter exclusivamente técnico.

Segundo o comunicado, a retirada do presidente da Sabesp ocorreu porque não havia quórum regimental para a realização de uma oitiva oficial.

“Refutamos veementemente qualquer insinuação de violência política de gênero. A atuação do deputado Gilmaci Santos foi pautada exclusivamente na observância do Regimento Interno da Assembleia”, diz a nota.

Ana Carolina informou que já levou o caso ao presidente da Alesp, André do Prado, e pretende solicitar um desagravo público por parte do parlamentar.