Chacina em bar no Paraná: assassino matou família por engano após erro em ataque encomendado pelo tráfico, diz polícia
Investigação aponta disputa por território do tráfico como motivação; três pessoas da mesma família foram executadas em bar de Sarandi
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A Polícia Civil do Paraná concluiu a investigação sobre a chacina que deixou três integrantes da mesma família mortos em um bar na cidade de Sarandi, no Norte do estado. Segundo os investigadores, o crime foi encomendado em meio a uma disputa territorial ligada ao tráfico de drogas, mas o atirador teria cometido um erro e assassinado pessoas que não eram os verdadeiros alvos da execução.
O caso ocorreu na noite de 22 de maio e provocou grande repercussão na região. As vítimas foram surpreendidas por diversos disparos enquanto estavam sentadas em frente ao estabelecimento comercial. Um quarto cliente conseguiu escapar do atentado.
De acordo com a Polícia Civil, o suspeito de executar os disparos é Jhonatan Sales dos Santos, de 32 anos, preso na noite de terça-feira (3) em Balneário Camboriú, Santa Catarina. Já o suposto mandante seria Gabriel Vitor Surany, de 25 anos, preso no último dia 30 de maio.
As investigações também apontam a participação de Paulo Rogério Aparecido Surany, de 36 anos, apontado como responsável por auxiliar na logística da ação criminosa.
Atirador errou o alvo e matou inocentes
Segundo o delegado José Pacheco, responsável pelo caso, o crime foi motivado por uma disputa envolvendo o controle de pontos de tráfico de drogas na região.
A investigação concluiu que o grupo planejava executar duas pessoas ligadas ao conflito criminoso. No entanto, ao chegar ao local indicado, o atirador teria se confundido e entrado na rua errada.
“O atirador cometeu um equívoco. Era para ele ter seguido em outra direção, mas entrou em um bar diferente e executou pessoas que não tinham relação com o alvo original da ação”, explicou o delegado durante entrevista coletiva.
A polícia considera o caso esclarecido e afirma possuir elementos suficientes para responsabilizar os envolvidos.
Suspeito é apontado como assassino profissional
Durante a coletiva, o delegado revelou que Jhonatan possui extensa ficha criminal e era conhecido pelas autoridades por envolvimento em homicídios e tráfico de drogas.
Segundo a investigação, ele havia deixado o sistema prisional recentemente e atuava como um “assassino profissional”, contratado para executar rivais ligados ao crime organizado.
Após o atentado, o suspeito fugiu para Santa Catarina, onde estava escondido na residência de uma irmã. Ele foi localizado após denúncias anônimas e preso quando desembarcava de um veículo de aplicativo em Balneário Camboriú.
Jhonatan foi encaminhado ao Complexo Penitenciário do Vale do Itajaí e deverá responder por triplo homicídio qualificado e tentativa de homicídio.
Família foi vítima de engano fatal
As vítimas foram identificadas como:
- Jéssica de Jesus Hass, de 32 anos;
- Rafael Moreira do Amaral, de 37 anos;
- Matheus Souza do Amaral, de 15 anos.
Jéssica e Rafael morreram ainda no local. Já Matheus foi socorrido pelo Samu e encaminhado ao Hospital Universitário de Maringá, mas não resistiu aos ferimentos.
O adolescente era filho do proprietário do bar onde ocorreu o ataque e primo de Rafael.
De acordo com a Polícia Militar, nenhuma das vítimas possuía antecedentes criminais.