Promotor chama Jairinho de “psicopata severo” e Monique de “narcisista” em julgamento
Acusação pede condenação do ex-vereador e da mãe da criança por tortura e morte do menino no Rio
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Durante as alegações finais do julgamento da morte de Henry Borel, o promotor Fábio Vieira reforçou nesta quarta-feira (3) a acusação contra o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, e a ex-diretora escolar Monique Medeiros, classificando o padrasto como “psicopata severo” e a mãe como “narcisista”.
O julgamento trata das circunstâncias da morte do menino, ocorrida em março de 2021, e entra na fase final antes da decisão dos jurados.
Em sua sustentação, o promotor manteve integralmente a acusação e afirmou que o comportamento dos réus demonstra padrões compatíveis com perfis psicológicos de manipulação e ausência de empatia.
Segundo a acusação, Monique teria adotado uma postura centrada em si mesma durante o processo, enquanto Jairinho seria responsável direto pelas agressões contra a criança.
Durante a fala no Tribunal do Júri, o Ministério Público apresentou vídeos e referências técnicas de especialistas para sustentar a tese de que haveria padrões comportamentais compatíveis com psicopatia e narcisismo.
A acusação também destacou atitudes atribuídas a Monique no período próximo à morte do filho, incluindo comportamentos interpretados como incompatíveis com o luto, o que foi contestado pela defesa ao longo do processo.
A defesa de Monique sustenta que ela vivia um relacionamento abusivo e não tinha conhecimento das agressões contra o filho. Já a defesa de Jairinho nega todas as acusações.
Os réus respondem por acusações relacionadas a tortura e homicídio do menino Henry Borel.
Ao final dos debates, os sete jurados do Conselho de Sentença irão decidir se os réus serão condenados ou absolvidos.
O caso, ocorrido no Rio de Janeiro, é considerado um dos julgamentos de maior repercussão recente no Tribunal do Júri.