31 de julho de 2025
ACUSADO DE SER DO CV

PTK era a aposta política do MDB de Dantas e Renan Filho para conquistar votos da periferia

Patrick Almeida ganhou projeção nas redes sociais, se filiou ao partido para disputar vaga de deputado federal e agora é alvo de operação policial

Por Redação
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Patrick Almeida, conhecido como PTK, foi preso durante operação que investiga integrantes do Comando Vermelho com atuação em Alagoas. - Foto: Reprodução/Instagram

O influenciador digital Patrick Almeida, conhecido como PTK nas redes sociais, ganhou destaque nesta quarta-feira (3) após ser preso durante a Operação Morro do Alemão, deflagrada pela Secretaria de Estado da Segurança Pública de Alagoas (SSP-AL) contra integrantes do Comando Vermelho (CV).

Nos últimos meses, PTK vinha ampliando sua atuação política e comunitária em Alagoas. O influenciador se filiou ao MDB Alagoas no início de maio de 2026 e passou a ser apontado nos bastidores como pré-candidato a deputado federal pela chapa que apoia o senador e ex-ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), na disputa pelo Governo de Alagoas.

A estratégia do MDB era fortalecer sua presença nas periferias e ampliar o diálogo com segmentos populares. Nesse contexto, PTK intensificou visitas a comunidades, ações sociais e aproximação com categorias como mototaxistas, motociclistas por aplicativo e trabalhadores informais, principalmente em Maceió.

Nos bastidores políticos, o influenciador era visto como um nome capaz de converter sua forte presença digital em capital eleitoral. Com milhares de seguidores nas redes sociais, ele construiu sua imagem ligada às pautas das comunidades, mobilidade urbana e valorização dos trabalhadores das periferias.

Segundo a investigação conduzida pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACCO), PTK estaria ligado ao Comando Vermelho e integraria uma estratégia da facção para ampliar sua influência em Alagoas.

De acordo com a Polícia Civil, o influenciador teria sido escolhido pelo líder da organização criminosa no estado, José Emerson da Silva, conhecido como "Nem Catenga", para disputar uma vaga de vereador em Maceió nas eleições de 2024 e atuar como representante político dos interesses da facção.

A polícia sustenta que a organização criminosa buscava expandir sua atuação para além das atividades tradicionais, tentando ocupar espaços de influência social e política.

PTK foi preso durante o cumprimento dos mandados da Operação Morro do Alemão, que tem como objetivo desarticular núcleos do Comando Vermelho com atuação em Alagoas e no Rio de Janeiro.

A ação mobilizou equipes da Polícia Civil, Polícia Militar e do Departamento Estadual de Aviação (DEA).

Ao todo, foram expedidos 51 mandados judiciais, sendo 21 de prisão e 30 de busca e apreensão. As ordens foram cumpridas em Maceió, Marechal Deodoro e também no Rio de Janeiro.

Até o momento, nove pessoas foram presas. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, as investigações apontam que a cúpula do Comando Vermelho buscava ampliar sua presença em diferentes regiões do estado por meio de uma estrutura organizada e articulada.

No Rio de Janeiro, um dos alvos também foi preso em uma ação integrada realizada no âmbito do Projeto Captura, força-tarefa coordenada pelo Ministério da Justiça e pela Polícia Civil fluminense para localização de criminosos foragidos.

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