Extrema pobreza cai 41% em Pernambuco e mais de 626 mil pessoas deixam condição de vulnerabilidade
Levantamento aponta menor índice da série histórica; renda cresceu e estado criou 191 mil empregos formais desde 2023
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Pernambuco registrou uma redução de 41% no número de pessoas vivendo em extrema pobreza entre 2022 e 2025. Segundo estudo divulgado pelo Instituto de Gestão Pública de Pernambuco (IGPE), com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do IBGE, cerca de 626 mil pernambucanos deixaram essa condição no período, levando o estado ao menor índice da série histórica iniciada em 2012.
Os dados mostram que o número de pessoas em situação de extrema pobreza caiu de 1.521.944, em 2022, para 895.796 em 2025. Em termos proporcionais, a parcela da população nessa condição recuou de 16,1% para 9,4%.
O levantamento utiliza o novo parâmetro adotado pelo Banco Mundial para definir a extrema pobreza. A linha internacional passou de US$ 2,15 para US$ 3 por pessoa ao dia, ajustada pela Paridade do Poder de Compra (PPC), critério que considera diferenças no custo de vida entre países. Mesmo com a atualização, considerada mais rigorosa, Pernambuco manteve a trajetória de redução da pobreza extrema.
De acordo com o estudo, diversos fatores contribuíram para o resultado, entre eles a ampliação dos programas de transferência de renda, o crescimento da economia estadual, a geração de empregos formais e o aumento da renda média da população.
Em nota, a governadora Raquel Lyra destacou que os números refletem o impacto das políticas públicas voltadas à inclusão social e à geração de oportunidades.
“Quando vemos mais famílias conquistando renda, autonomia e perspectivas de futuro, temos a confirmação de que estamos construindo um estado mais justo, com desenvolvimento que alcança todas as regiões e cria condições para que os pernambucanos possam seguir em frente com mais dignidade e esperança”, afirmou.
Entre os programas citados pelo governo está o Mães de Pernambuco, criado em 2024 para atender famílias em situação de vulnerabilidade social. Segundo dados oficiais, a iniciativa já recebeu investimentos superiores a R$ 717 milhões e beneficia mais de 146 mil famílias em todo o estado.
O estudo também destaca indicadores econômicos positivos registrados nos últimos anos. Dados do Produto Interno Bruto (PIB) apontam crescimento médio superior a 3% ao ano entre 2023 e 2025. Já o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) registra a criação de 191 mil empregos formais desde janeiro de 2023.
Outro indicador relevante é o aumento da renda média da população pernambucana. Conforme a Pnad Contínua, o rendimento médio real passou de R$ 1.891 em 2022 para R$ 2.430 em 2025, representando crescimento de 28,5% no período.
Para o secretário estadual de Planejamento, Gestão e Desenvolvimento Regional, Fabrício Marques, a redução da extrema pobreza é resultado da combinação entre crescimento econômico e ações voltadas à proteção social.
Os números reforçam uma tendência de melhora nos indicadores sociais do estado e apontam para um cenário de recuperação da renda e ampliação das oportunidades para a população mais vulnerável.