Doméstica agredida pela ex-patroa durante gravidez é contratada pelo Governo do Maranhão
Samara Regina, de 19 anos, passa a integrar programa de assistência social e receberá acompanhamento multidisciplinar após caso de violência que chocou o estado
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A maranhense Samara Regina Dutra, de 19 anos, que denunciou agressões sofridas enquanto trabalhava como empregada doméstica e estava grávida, foi contratada pelo Governo do Maranhão. A iniciativa integra um conjunto de medidas de apoio destinadas à jovem, que também terá acesso a acompanhamento médico, psicológico, social e jurídico.
Samara começou a atuar nesta semana em uma função vinculada à área de assistência social do Estado. Além do emprego, ela foi incluída em uma rede de proteção voltada à garantia de direitos e fortalecimento de sua autonomia após o episódio de violência.
Entre os benefícios oferecidos estão o acompanhamento por equipes especializadas, acesso a programas sociais e suporte para questões relacionadas à moradia. A jovem também passou a integrar o programa Maranhão Acolhe, que oferece orientação e apoio a gestantes e mães em situação de vulnerabilidade social.
A chegada de Samara ao novo ambiente de trabalho foi marcada por uma ação de acolhimento organizada por servidores estaduais. Grávida do primeiro filho, ela está na reta final da gestação, com parto previsto para os próximos meses.
O governo também informou que a jovem retomou os estudos por meio de um programa de educação voltado à conclusão da escolaridade básica associada à formação profissional. Atualmente, ela cursa uma capacitação técnica na área de gastronomia.
A contratação ocorreu após o caso ganhar repercussão e mobilizar autoridades estaduais. Na época, o governador Carlos Brandão recebeu a vítima e anunciou ações para garantir condições de reconstrução de sua vida pessoal e profissional.
Caso ganhou repercussão nacional
Samara trabalhava como empregada doméstica em Paço do Lumiar quando denunciou ter sido vítima de agressões físicas e ameaças. Segundo o relato da jovem, ela estava no quinto mês de gravidez quando foi acusada pela empregadora de ter furtado um objeto da residência.
A vítima afirmou ter sofrido diversas agressões e relatou sequelas físicas, incluindo perda parcial da audição.
A empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos foi presa preventivamente após decisão da Justiça. As investigações apuram crimes como tortura, lesão corporal, ameaça e constrangimento ilegal.
Durante a apuração, também foram autorizadas buscas em endereços ligados à suspeita e a análise de aparelhos eletrônicos que podem auxiliar no esclarecimento dos fatos.
A prisão foi cumprida na cidade de Teresina, onde a empresária foi localizada antes de ser transferida para o Maranhão, permanecendo à disposição da Justiça.