31 de julho de 2025
POLÍCIA

Conselho Tutelar aciona PM após ameaça durante ocorrência com criança no Agreste de Alagoas

Homem teria reagido à decisão de encaminhar a criança para a casa da avó após suspeita de incapacidade dos responsáveis devido ao consumo de álcool

Por Redação
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"Conselho Tutelar acionou a Polícia Militar após suposta ameaça durante atendimento envolvendo uma criança de 7 anos em Taquarana." - Foto: Reprodução

Uma ocorrência envolvendo uma criança de apenas 7 anos mobilizou o Conselho Tutelar, profissionais da saúde e a Polícia Militar na noite desta segunda-feira (1º), no município de Taquarana, no Agreste de Alagoas. Durante o atendimento, uma conselheira tutelar denunciou ter sido ameaçada por um homem que se opôs à medida de proteção adotada para garantir a segurança da criança.

O caso aconteceu na Unidade Mista de Saúde Nossa Senhora de Fátima, localizada às margens da rodovia AL-110. Segundo informações registradas pela Polícia Militar, uma equipe do 3º Batalhão foi acionada para prestar apoio aos conselheiros tutelares que atuavam na ocorrência.

De acordo com o relato dos conselheiros, a intervenção foi solicitada por uma enfermeira plantonista da unidade de saúde. A profissional teria identificado que um homem e uma mulher, responsáveis pela guarda da criança, apresentavam sinais visíveis de embriaguez, situação que levantou preocupações quanto à capacidade deles de garantir os cuidados necessários ao menor naquele momento.

Diante da avaliação do caso e visando preservar a integridade física e emocional da criança, o Conselho Tutelar decidiu aplicar uma medida protetiva prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), determinando o encaminhamento do menino para a residência da avó materna.

A decisão, no entanto, provocou a reação de um dos responsáveis. Conforme consta no boletim de ocorrência, o homem identificado pelas iniciais K.S.S. teria se aproximado de uma das conselheiras tutelares e proferido uma frase considerada ameaçadora.

Segundo o registro policial, ele afirmou que “quando bebe se transforma”, declaração que foi interpretada pela servidora como uma ameaça direta em razão da medida adotada pelo órgão de proteção à infância.

Após o episódio, a Polícia Militar acompanhou os procedimentos e garantiu o apoio necessário para que a criança fosse conduzida em segurança ao endereço da avó materna. Não houve registro de agressão física durante a ocorrência.

O caso deverá ser acompanhado pelo Conselho Tutelar e pelos órgãos de proteção à infância para verificar as condições familiares da criança e a necessidade de novas medidas de acompanhamento.

A denúncia de ameaça também poderá ser apurada pelas autoridades competentes, uma vez que intimidações contra conselheiros tutelares durante o exercício da função são consideradas graves e podem resultar em responsabilização criminal.

Até o momento, não foram divulgadas informações sobre eventuais medidas adotadas contra o suspeito após o registro da ocorrência.