31 de julho de 2025
PERNAMBUCO

Jovem que teve perna arrancada por tubarão no Recife passa por cirurgia e segue em estado grave

Marcela Vitória, de 19 anos, sofreu amputação traumática da perna direita após ataque em Boa Viagem; médico afirma que torniquete aplicado na praia foi decisivo para salvar sua vida

Por Redação
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Marcela Vitória de Lima Santos, de 19 anos, teve perna arrancada por um tubarão na praia de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife - Foto: Reprodução/WhatsApp

A jovem Marcela Vitória de Lima Santos, de 19 anos, que teve a perna direita arrancada após ser atacada por um tubarão na Praia de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, passou por uma cirurgia de emergência para conter o sangramento provocado pelas graves lesões. O procedimento foi concluído no início da noite desta segunda-feira (2), no Hospital da Restauração (HR), onde a paciente permanece internada em estado grave.

Segundo o diretor do Hospital da Restauração, o médico Petrus Andrade Lima, Marcela deu entrada na unidade em estado de choque hemorrágico profundo, após perder uma grande quantidade de sangue em decorrência da amputação traumática do membro inferior.

“Ela chegou em estado extremamente grave, com amputação completa da perna em nível da coxa. A cirurgia teve como objetivo estancar o sangramento e realizar o tratamento inicial da ferida para favorecer a cicatrização. Agora ela segue internada na Unidade de Terapia Intensiva, onde continuará recebendo assistência especializada”, explicou o médico.

De acordo com a equipe médica, apesar do controle do sangramento, a jovem ainda inspira cuidados e corre risco de desenvolver infecções, situação considerada comum em casos de mordedura por animais marinhos.

“Ela possivelmente ainda precisará receber mais transfusões sanguíneas. Além disso, existe o risco de infecção, que é uma preocupação importante em pacientes vítimas desse tipo de trauma”, acrescentou Petrus Andrade Lima.

Torniquete aplicado na praia foi fundamental

Um dos fatores apontados pelos médicos como decisivos para a sobrevivência da jovem foi a rápida ação de um médico que estava na praia no momento do incidente. Ele aplicou um torniquete na região atingida ainda na faixa de areia, reduzindo significativamente a perda de sangue até a chegada do socorro.

Segundo o diretor do HR, a medida foi essencial para manter a vítima viva durante o transporte até o hospital.

“Em situações de hemorragia intensa, principalmente quando há amputação de membros, o torniquete salva vidas. Foi uma conduta correta e extremamente importante para evitar que ela chegasse ao hospital em condições ainda mais críticas”, destacou.

Segundo ataque em menos de 48 horas

O caso de Marcela Vitória é o segundo incidente envolvendo tubarões registrado em Pernambuco em menos de dois dias.

No domingo (1º), o menino João Lucas Castor Nemezio Sales, de 11 anos, foi atacado enquanto tomava banho na Praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife.

A criança sofreu ferimentos graves na mão e na perna esquerda. Devido à gravidade das lesões, os médicos precisaram amputar o membro inferior. João Lucas permanece internado na UTI Pediátrica do Hospital da Restauração.

Segundo Petrus Andrade Lima, o garoto chegou à unidade em estado gravíssimo, após perder praticamente todo o sangue do corpo.

“Ele continua em estado grave, porém estável, e segue sendo acompanhado pela equipe multidisciplinar da unidade”, informou o diretor.

Os dois casos reacendem o alerta sobre os riscos de banho em áreas do litoral pernambucano conhecidas pelo histórico de incidentes com tubarões, especialmente durante períodos de maré alta e águas turvas.