31 de julho de 2025
Falta de estrutura

Estudantes e servidores protestam contra uso político da Uncisal por Paulo Dantas

Alunos cobram melhorias na sede da universidade, em Maceió, e recebem apoio do Sinmed

Por Redação
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O movimento estudantil argumenta que a universidade precisa resolver as dificuldades enfrentadas atualmente. - Foto: Reprodução

Estudantes da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal) realizaram um protesto na manhã desta segunda-feira (1º), em frente à sede da instituição, no bairro Trapiche da Barra, em Maceió. A mobilização teve como principal alvo o plano de expansão da universidade para o município de Delmiro Gouveia, no Sertão alagoano.

Segundo os estudantes, a proposta de interiorização da Uncisal está sendo discutida em um momento em que a unidade da capital enfrenta problemas que afetam diretamente a formação acadêmica. Entre as principais reivindicações estão a falta de professores, a necessidade de ampliação dos campos de prática e melhorias na estrutura da universidade.

Durante o ato, os manifestantes bloquearam parte da Rua Dr. Jorge de Lima e exibiram faixas cobrando atenção do Governo de Alagoas para a situação da instituição. O movimento estudantil argumenta que a universidade precisa resolver as dificuldades enfrentadas atualmente antes de ampliar sua atuação para outras regiões do estado.

A manifestação contou com o apoio do Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed), que participou do protesto e reforçou a cobrança por investimentos na qualidade do ensino e nas condições de trabalho dos profissionais da universidade.

A presidente da entidade, a médica Silva Melo, afirmou que o sindicato apoia as reivindicações dos estudantes e considera legítima a preocupação dos alunos com a formação acadêmica.

“Esses meninos pedem qualidade de ensino. Como é que a Uncisal pensa em uma expansão para um campus em Delmiro Gouveia, enquanto aqui precisa de muita atenção?”, questionou a presidente.

Segundo ela, a prioridade do Estado deve ser garantir que a estrutura atual da universidade ofereça condições adequadas para a formação dos futuros profissionais da saúde.

“Sempre que esses futuros médicos pedirem por qualidade de ensino, nós estaremos aqui apoiando. Queremos qualidade de ensino médico e não quantidade”, completou Silva Melo, em vídeo divulgado nas redes sociais do sindicato.