31 de julho de 2025
SAÚDE

Atendimentos por síndromes gripais disparam nas UPAs de Maceió e crescem quase 34% em 2026

Unidades do Benedito Bentes e Santa Lúcia registraram aumento expressivo na procura por atendimento; especialistas alertam para cuidados durante o período chuvoso

Por Redação
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Atendimentos por síndromes gripais crescem 33,7% nas UPAs de Maceió em 2026. - Foto: Divulgação

Os atendimentos por síndromes gripais nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Maceió registraram crescimento significativo nos primeiros cinco meses de 2026. Dados divulgados pelo Instituto Saúde e Cidadania (ISAC), responsável pela gestão das unidades, mostram que entre janeiro e maio foram realizados 6.132 atendimentos relacionados a doenças respiratórias agudas, um aumento de aproximadamente 33,7% em comparação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 4.587 casos.

O avanço dos atendimentos foi puxado principalmente pelas UPAs do Benedito Bentes e da Santa Lúcia, que registraram aumentos expressivos na demanda por assistência médica. A unidade do Benedito Bentes passou de 1.055 para 1.629 atendimentos no período, crescimento de 54,41%. Já a UPA Santa Lúcia apresentou a maior alta, saltando de 1.964 para 3.578 atendimentos, o que representa um aumento de 82,18%.

O pico de procura nas duas unidades ocorreu durante o mês de abril, período que coincide com o início da quadra chuvosa em Alagoas. Somente na UPA Santa Lúcia foram registrados 1.069 atendimentos relacionados a síndromes gripais no mês. No Benedito Bentes, o número chegou a 528 casos.

Por outro lado, a UPA Trapiche da Barra apresentou comportamento diferente. A unidade registrou queda de 41,01% nos atendimentos por síndromes gripais, passando de 1.568 casos nos primeiros cinco meses de 2025 para 925 ocorrências no mesmo período deste ano.

As síndromes gripais englobam uma série de doenças respiratórias classificadas entre os códigos J00 e J11 da Classificação Internacional de Doenças (CID), incluindo resfriado comum, sinusite, faringite, amigdalite, laringite e gripe causada pelo vírus Influenza.

Segundo o médico infectologista da UPA Benedito Bentes, Leandro Teitelroit, o período chuvoso contribui diretamente para o aumento da circulação de vírus respiratórios e, consequentemente, para a elevação da procura por atendimento médico.

De acordo com o especialista, fatores como temperaturas mais amenas, permanência prolongada em ambientes fechados e pouco ventilados e o aumento da circulação viral favorecem a disseminação das infecções respiratórias.

Embora a maioria dos casos apresente evolução leve e autolimitada, o médico alerta para sinais que exigem atenção imediata, como falta de ar, febre persistente, sonolência excessiva, piora progressiva dos sintomas e dificuldade para se alimentar ou se hidratar. Crianças pequenas, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas integram o grupo de maior risco para complicações.

Entre os sintomas mais comuns das síndromes gripais estão febre, tosse, dor de garganta, coriza, dores no corpo, dor de cabeça e sensação de mal-estar. Em situações mais graves, os quadros podem evoluir para complicações respiratórias e demandar acompanhamento médico especializado.

Para reduzir o risco de contágio, especialistas reforçam a importância da vacinação contra Influenza e Covid-19, além da adoção de medidas preventivas como higienização frequente das mãos, manutenção de ambientes ventilados e uso de máscara por pessoas com sintomas respiratórios.

A orientação para os casos leves é procurar inicialmente as Unidades Básicas de Saúde (UBSs), que realizam o atendimento primário e ajudam a reduzir a sobrecarga das unidades de urgência e emergência da capital.