31 de julho de 2025
saúde

Primeira semaglutida produzida no Brasil poderá ser vendida por até R$ 1,3 mil em Alagoas

Medicamento da EMS foi aprovado pela Anvisa e deve chegar às farmácias com promessa de preço mais baixo que concorrentes importados

Por Redação
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O Ozivy é o primeiro medicamento à base de semaglutida produzido no país a receber registro para comercialização. - Foto: Divulgação

A primeira caneta de semaglutida fabricada no Brasil está prestes a chegar às farmácias. O medicamento Ozivy, desenvolvido pela EMS para o tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade, teve o preço máximo autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e poderá ser comercializado em Alagoas por até R$ 1.330,60, dependendo da apresentação e da incidência de tributos.

A definição foi feita pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), que estabeleceu para a versão de 1,5 ml um teto de R$ 803,44 sem impostos. Com a aplicação do ICMS de 19% em Alagoas, o valor final ao consumidor pode ultrapassar R$ 1,3 mil.

Apesar disso, a EMS informou que pretende lançar o produto com preço inferior ao dos medicamentos importados disponíveis atualmente no mercado. A expectativa da fabricante é comercializar o Ozivy por cerca de 30% menos que os concorrentes, o que poderia reduzir o valor para aproximadamente R$ 630 em algumas apresentações.

A autorização do preço era uma das etapas finais para a entrada do medicamento no mercado brasileiro. Com isso, a empresa deve divulgar nos próximos dias a data oficial de lançamento e os valores praticados nas farmácias.

O Ozivy é o primeiro medicamento à base de semaglutida produzido no país a receber registro para comercialização. O princípio ativo é o mesmo utilizado em medicamentos amplamente conhecidos para controle do diabetes e perda de peso, como o Ozempic e o Wegovy.

Especialistas avaliam que a chegada de versões nacionais pode aumentar a concorrência e contribuir para a redução dos preços dos tratamentos. O cenário começou a mudar após o fim da proteção de patente da fabricante dinamarquesa responsável pelo desenvolvimento original da substância.

A EMS recebeu autorização para comercializar quatro apresentações do produto, todas na forma injetável: cartucho de 1,5 ml com caneta aplicadora, embalagem com dois cartuchos de 1,5 ml, cartucho de 3 ml e embalagem com dois cartuchos de 3 ml.

Já a versão de 3 ml teve preço máximo definido em R$ 1.399,72 antes da incidência de impostos, valor que também poderá variar conforme a tributação aplicada em cada estado.