31 de julho de 2025
SAÚDE

Anvisa libera retomada da produção da Ypê após correção de falhas sanitárias

Fábrica em Amparo (SP) estava parcialmente interditada desde maio; parte dos produtos da marca segue proibida para venda

Por Redação
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Lava louças Ypê Toque Suave - Foto: Divulgação/Ypê

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, nesta sexta-feira (29), a retomada da produção na fábrica da Ypê, localizada em Amparo, no interior de São Paulo, após concluir que a empresa corrigiu parte das falhas sanitárias identificadas durante inspeções anteriores.

Com a decisão, a Química Amparo, fabricante da marca Ypê, está autorizada a retomar imediatamente as operações da unidade industrial, que havia sido alvo de restrições após a identificação de irregularidades consideradas graves nos processos de fabricação.

A liberação foi concedida após uma nova fiscalização conjunta realizada pela Anvisa, pelo Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo, pelo Grupo de Vigilância Sanitária de Campinas e pela Vigilância Sanitária de Amparo.

Segundo a agência reguladora, a empresa apresentou um plano de adequação para atender 76 exigências sanitárias apontadas durante uma inspeção feita em abril deste ano.

O que mudou na fábrica da Ypê?

Entre as medidas exigidas pela Anvisa estavam melhorias nos processos internos de produção, controle de qualidade, rastreamento dos produtos e monitoramento de riscos sanitários.

De acordo com o presidente da Anvisa, Leandro Safatle, a fábrica passou a reunir condições seguras para voltar a operar.

“Verificamos que esta fábrica da Ypê já reúne as condições necessárias para operar com segurança e disponibilizar produtos sem risco sanitário para a população brasileira”, afirmou o dirigente em nota oficial.

Mesmo com a liberação, a Anvisa informou que continuará acompanhando o cumprimento das medidas corretivas adotadas pela fabricante.

Quais produtos da Ypê estão liberados?

Com a autorização da agência, produtos fabricados a partir de 1º de abril de 2026 poderão voltar a ser comercializados normalmente.

A liberação inclui itens como:

  • Lava-roupas líquidos
  • Detergentes lava-louças líquidos
  • Desinfetantes

desde que tenham sido produzidos após a data autorizada.

Produtos da Ypê que continuam suspensos

Apesar da retomada da produção, parte dos produtos da marca segue proibida para comercialização e uso.

A restrição permanece para detergentes, sabões líquidos para roupas e desinfetantes com lotes terminados em “1”.

Segundo a Anvisa, esses produtos devem continuar armazenados em local seguro e não devem ser descartados até nova autorização.

A liberação definitiva dependerá da apresentação de laudos laboratoriais emitidos por instituições autorizadas pela própria agência reguladora.

Entenda o caso da suspensão da Ypê

A crise envolvendo a fabricante começou em 7 de maio, quando a Anvisa determinou a suspensão de mais de 100 lotes de produtos da Ypê após identificar falhas consideradas graves na unidade de Amparo.

Durante a fiscalização, foram encontradas 76 irregularidades sanitárias, incluindo riscos de contaminação microbiológica nos produtos fabricados no local.

O caso ganhou ainda mais repercussão porque, em novembro de 2025, a empresa já havia registrado um episódio de contaminação microbiológica pela bactéria Pseudomonas aeruginosa em produtos da linha de lava-roupas.

O que é a bactéria Pseudomonas aeruginosa?

A Pseudomonas aeruginosa é uma bactéria encontrada com frequência em ambientes úmidos, água e solo. Em pessoas saudáveis, normalmente não provoca problemas graves.

Entretanto, ela pode representar riscos importantes para pessoas com imunidade comprometida, como:

  • Pacientes em tratamento contra câncer;
  • Pessoas transplantadas;
  • Idosos;
  • Pacientes com doenças imunológicas.

Por esse motivo, a Anvisa classificou as medidas adotadas contra a fabricante como preventivas, buscando evitar riscos à saúde pública.

Fiscalização continuará

Mesmo após a liberação da fábrica, a Anvisa informou que manterá uma fiscalização contínua sobre a empresa para verificar se todas as medidas sanitárias continuarão sendo cumpridas permanentemente.

Os produtos ainda suspensos só poderão voltar ao mercado após a realização de novos testes laboratoriais aprovados pelo órgão regulador.