31 de julho de 2025
investigação

Deolane Bezerra e Marcola são indiciados por lavagem de dinheiro ligada ao PCC

Polícia aponta organização criminosa e ocultação de patrimônio em operação em São Paulo

Por Redação
Publicado em
Deolane e Marcola são indiciados por lavagem de dinheiro para o PCC - Foto: Reprodução/Redes sociais

A Polícia Civil de São Paulo concluiu nesta sexta-feira (29) o relatório final da Operação Vérnix e indiciou a influenciadora e advogada Deolane Bezerra, o líder do PCC Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, e outros cinco investigados por organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Segundo a investigação, o grupo teria atuado na ocultação de patrimônio e movimentação de recursos ilícitos ligados à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

De acordo com a polícia, Deolane teria recebido valores por meio de uma transportadora apontada como empresa de fachada utilizada pelo grupo criminoso.

O relatório final também indica que materiais apreendidos durante a operação reforçariam os indícios de participação dos investigados no esquema.

A influenciadora foi presa em 21 de maio em um condomínio de luxo em Alphaville, na Grande São Paulo.

A investigação afirma ter identificado transferências envolvendo a influenciadora e operadores do esquema. Segundo os autos, foram encontrados comprovantes de repasses que somam R$ 24,5 mil entre 2020 e 2021.

Os investigadores também apontam depósitos em espécie que ultrapassariam R$ 1 milhão nas contas da advogada entre 2018 e 2021, sem origem esclarecida.

A defesa de Deolane afirma que os valores têm origem em honorários advocatícios e atividades profissionais regulares.

As apurações começaram em 2019 após a apreensão de bilhetes em uma unidade prisional em Presidente Venceslau (SP), que indicavam movimentações financeiras e estrutura interna da facção.

Posteriormente, novas fases da investigação aprofundaram a análise de supostos repasses e conexões entre operadores financeiros do grupo e os investigados.

O relatório final foi encaminhado à Justiça, que deve analisar os pedidos de bloqueio de bens, apreensão de veículos e outras medidas solicitadas pela investigação.