31 de julho de 2025
julgamento

Monique passa mal durante julgamento após exibição de fotos do filho

Júri chega ao quinto dia; perito afirma que criança morreu por espancamento

Por Redação
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O caso envolve acusações de homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual. - Foto: Reprodução/TJRJ

O julgamento de Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, e de Monique Medeiros Costa e Silva, mãe do menino Henry Borel, foi retomado nesta sexta-feira (29), no II Tribunal do Júri da Capital, no Centro do Rio de Janeiro.

Durante a quinta sessão do júri, Monique passou mal após a exibição de imagens do corpo do filho e precisou de atendimento médico da equipe do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). A mãe da criança deixou o plenário por volta das 10h20 e deve retornar à sessão neste sábado (30).

O caso envolve acusações de homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual.

Perito reforça tese de espancamento

O médico-perito Luiz Carlos Leal Prestes foi a primeira testemunha a depor nesta etapa do julgamento e afirmou aos jurados que Henry morreu em decorrência de agressões.

Segundo ele, as lesões encontradas no corpo da criança são incompatíveis com acidente doméstico ou com manobras de reanimação realizadas no hospital Barra D’Or, como sustenta a defesa.

“Houve um homicídio por espancamento. Esse menor chegou sem vida ao hospital”, afirmou o perito.

Prestes também declarou que a laceração no fígado ocorreu enquanto a criança ainda estava viva e teria provocado hemorragia interna fatal. De acordo com o especialista, as múltiplas lesões em diferentes regiões do corpo indicam agressões independentes.

Ele ainda afirmou que Henry apresentava cerca de 17 lesões externas e que o conjunto dos ferimentos indica sofrimento intenso antes da morte.

Defesa contesta versão da acusação

A defesa de Jairinho sustenta que o ex-vereador não agrediu a criança e afirma que os ferimentos teriam sido causados por tentativas de reanimação no hospital.

O julgamento segue em andamento, com a oitiva de outras testemunhas previstas para os próximos dias. Ao todo, 27 pessoas foram arroladas no processo.

Após a fase de depoimentos, os réus serão interrogados e, em seguida, acusação e defesa apresentarão seus argumentos finais antes da decisão do Conselho de Sentença.