31 de julho de 2025
ECONOMIA

Alagoas fecha mais de 1,5 mil vagas formais e aparece entre estados com pior saldo de empregos no país

Estado registrou mais demissões do que contratações entre janeiro e abril, aponta Novo Caged

Por Redação
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Alagoas perde mais de 1,5 mil empregos e entra em ranking negativo do país - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Alagoas encerrou os quatro primeiros meses de 2026 com saldo negativo na geração de empregos formais, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Entre janeiro e abril, o estado registrou 16.496 admissões e 18.001 desligamentos, resultando no fechamento de 1.505 vagas com carteira assinada.

O desempenho colocou Alagoas entre os três estados brasileiros com pior saldo de empregos formais em abril, ao lado do Rio Grande do Sul e do Rio Grande do Norte, sendo um dos poucos estados do país a registrar mais demissões do que contratações no período.

Apesar do resultado negativo, Alagoas mantém um estoque de 441.332 vínculos formais ativos, segundo os dados do Ministério do Trabalho.

A indústria foi o setor que mais impactou negativamente o mercado de trabalho alagoano, com fechamento de 2.244 postos formais nos primeiros quatro meses do ano. A agropecuária também registrou retração, encerrando 689 vagas de emprego.

Por outro lado, alguns setores ajudaram a reduzir as perdas. O segmento de serviços liderou a geração de vagas, com saldo positivo de 829 empregos formais, seguido pela construção civil, que abriu 531 novos postos de trabalho. O comércio também registrou resultado positivo, ainda que mais modesto, com criação de 68 vagas.

Os dados mostram ainda que o setor de serviços concentra o maior número de empregos formais em Alagoas, somando mais de 218 mil vínculos ativos. Outro dado revelado pelo levantamento é que o tempo médio de permanência dos trabalhadores desligados no emprego foi de 20,2 meses.

No cenário regional, o Nordeste fechou abril com saldo positivo de 18.714 empregos formais, ficando atrás apenas da região Sudeste, que liderou a geração de vagas no país, com 44.545 novos postos de trabalho. O desempenho nordestino foi impulsionado principalmente pelos setores de serviços e construção civil.

Em nível nacional, o Brasil registrou 85.888 empregos formais criados em abril, resultado da diferença entre admissões e desligamentos. Apesar do saldo positivo, o número representa uma queda de 62,3% em relação a março, quando o país havia criado 227.974 vagas.

Na comparação com abril de 2025, a retração foi ainda mais expressiva, chegando a 63,9%, segundo o Ministério do Trabalho. O órgão informou que este foi o segundo pior resultado para um mês de abril desde 2020, ficando atrás apenas do período mais crítico da pandemia da Covid-19.

No acumulado de 2026, o Brasil soma 699.762 empregos formais criados, número 23,4% menor do que o registrado no mesmo período do ano passado.

Entre os setores da economia brasileira, serviços liderou a geração de empregos em abril, com abertura de 69.601 vagas, seguido pela construção civil, responsável por 23.525 novos postos. Já os setores de agropecuária e comércio apresentaram saldo negativo, influenciados pelo encerramento de safras agrícolas e pela desaceleração sazonal do varejo.