Entenda a lesão de Neymar: problema muscular pode tirar craque da estreia do Brasil na Copa do Mundo
Atacante teve lesão de grau 2 na panturrilha confirmada pela CBF e pode desfalcar a Seleção nos primeiros jogos do Mundial
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A confirmação de uma lesão muscular de grau 2 na panturrilha direita de Neymar, divulgada nesta quinta-feira (28), acendeu um sinal de alerta na Seleção Brasileira e levantou dúvidas sobre a presença do camisa 10 na estreia do Brasil na Copa do Mundo de 2026.
Segundo o médico da Seleção, Rodrigo Lasmar, o atacante do Santos deverá precisar de duas a três semanas de recuperação, o que torna improvável sua participação no amistoso contra o Panamá e coloca sob risco sua presença no primeiro jogo do Brasil no Mundial.
Mas afinal, o que significa uma lesão muscular de grau 2 e por que ela preocupa?
O que é a lesão muscular de grau 2?
De acordo com especialistas em medicina esportiva, a lesão de grau 2 é considerada moderada, mas exige atenção rigorosa no tratamento.
Segundo o médico do esporte Pábluis Braga, do Hospital Nove de Julho, esse tipo de problema geralmente acontece em movimentos de explosão, aceleração e desaceleração — algo extremamente comum no futebol de alto rendimento.
“Existe uma ruptura parcial das fibras musculares, que pode atingir até 50% do músculo afetado”, explica o especialista.
Na prática, isso significa que Neymar sofreu mais do que um simples desconforto muscular ou edema. O problema envolve dano estrutural no músculo, exigindo tempo para cicatrização e readaptação física.
Quais são os sintomas?
Entre os sintomas mais comuns de uma lesão muscular de grau 2 estão:
- dor intensa;
- limitação dos movimentos;
- dificuldade para correr ou fazer arrancadas;
- fraqueza muscular;
- sensibilidade ao toque;
- hematomas ou manchas arroxeadas na região afetada.
No caso de Neymar, a lesão foi detectada após exames mais detalhados realizados pela equipe médica da CBF em Teresópolis, após a apresentação do jogador para a preparação da Copa do Mundo.
Quanto tempo Neymar pode ficar fora?
O prazo médio de recuperação varia entre três e seis semanas, segundo médicos do esporte.
O ortopedista Roger Toshimitsu, do Hospital Samaritano Paulista, explica que o tratamento costuma envolver:
- fisioterapia intensiva;
- controle de carga muscular;
- fortalecimento progressivo;
- terapias regenerativas, como PRP (plasma rico em plaquetas), em alguns casos.
Apesar disso, a CBF trabalha inicialmente com um cenário mais otimista de duas a três semanas, apostando em recuperação intensiva.
Nos bastidores da Seleção, a expectativa é que Neymar esteja apto a voltar aos treinamentos próximos ao duelo contra o Haiti, marcado para o dia 19 de junho, pela segunda rodada da fase de grupos.
Edema pode ter sido um sinal inicial?
Especialistas apontam que o diagnóstico anterior divulgado pelo Santos — de apenas um edema na panturrilha — pode ter sido uma fase inicial da lesão.
Segundo médicos ouvidos pela imprensa, é possível que tenha ocorrido primeiro um estiramento muscular, evoluindo posteriormente para uma ruptura parcial das fibras.
O caso gerou desconforto entre Santos e CBF, já que o clube havia informado inicialmente que Neymar teria apenas um edema leve e condições de atuar normalmente.
Neymar minimizou problema antes do diagnóstico
Antes de se apresentar à Seleção, Neymar acompanhou a vitória do Santos sobre o Deportivo Cuenca pela Copa Sul-Americana e chegou a minimizar o problema físico.
Questionado sobre a situação da panturrilha direita, respondeu de forma descontraída:
“Está aqui, inteira.”
Ao ser perguntado se a lesão poderia atrapalhar sua participação na Copa, rebateu:
“Problema do quê?”
Agora, com o diagnóstico confirmado, a comissão técnica da Seleção monitora diariamente a evolução do camisa 10 e ainda mantém esperança de contar com o craque durante a fase de grupos do Mundial.